Alta demanda por chips de memória leva à falta do produto no mundo e prejudica produção de eletrônicos no Brasil
Demanda alta por chips de memória leva a falta do produto em todo o mundo A demanda em alta por chips de memória tem levado à falta do produto em todo o mund...
Demanda alta por chips de memória leva a falta do produto em todo o mundo A demanda em alta por chips de memória tem levado à falta do produto em todo o mundo e prejudicado a produção de eletrônicos no Brasil. Sem ela, a maior parte do conforto da vida moderna some. É a peça que permite abrir o aplicativo de banco no celular, que mantém a eficiência do computador e que está até nos sistemas dos carros mais modernos. É a memória RAM, um chip que armazena os dados dos dispositivos para que tudo funcione mais rápido. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A escassez dessa pecinha afeta linhas de produção - como a de uma fábrica de computadores em Curitiba. “É uma batalha diária para se conseguir os estoques necessários para fazer a fabricação. Mas, por enquanto, tudo bem. Não faltou produto. Para ter uma ideia, essa memória aqui, que custava cerca de R$ 150 em agosto, setembro do ano passado, ou seja, antes da crise, hoje não se encontra por menos de R$ 1 mil. É um aumento assim que a gente nunca viu”, afirma Hélio Bruck Rotenberg, presidente da Positivo Tecnologia. O motivo para o aumento de preços é a concorrência. A demanda por chips de memória não para de crescer no mundo todo. Imagina quantos são necessários em um data center, um centro de processamento de dados. São centenas de milhares, milhões até, dependendo do caso. E o avanço da inteligência artificial exige cada dia mais do setor. Os chips de memória usados no Brasil são importados, principalmente de países asiáticos. A resposta para superar a escassez está na construção de novas fábricas, que demandam investimento e tempo. “Muitos analistas já estão falando que essa curva só volta ao normal em 2027, 2028, considerando o tempo necessário para que essas fábricas fiquem prontas e em capacidade de plena produção. Então, provavelmente, a gente ainda tem alguns trimestres aí de uma cadeia de valor mais pressionada”, diz Victor Arnaud, presidente da Equinix. Alta demanda por chips de memória leva à falta do produto no mundo e prejudica produção de eletrônicos no Brasil Jornal Nacional/ Reprodução Com custos mais altos, os eletrônicos já sobem, em média, até 10%. Em alguns casos, o aumento passa de 31%. A Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica avalia que o impacto nos preços só não foi maior porque a valorização do real em relação ao dólar segurou o custo da importação. “Em função do crescimento de preços, você começa a ter um downgrade do modelo de equipamento. Os mais sofisticados estão sendo deixados de lado, porque eles são mais caros, e as pessoas talvez estejam comprando equipamentos que são um pouco mais econômicos, não tão sofisticados”, afirma Humberto Barbato, presidente da Abinee. O desenvolvedor de software Rodrigo Carvalho trabalha desenvolvendo programas de computador e não pode fazer o downgrade - que é a escolha de um modelo inferior. Por isso, adiou a troca do equipamento que faria agora. Rodrigo Carvalho, desenvolvedor de software: Eu geraria uma dívida para comprar um computador mais novo. Então, eu acabei instalando um sistema operacional mais simples para tentar prolongar um pouco o tempo de vida desse computador. Repórter: Compra agora não? Rodrigo Carvalho: Não, inviável. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM Guerra no Irã ameaça produção de chips e pode encarecer eletrônicos no mundo Apple deve aumentar preços por conta de alta nos custos de chips, diz jornal