'Ao se posicionar, ele vai começar a ganhar rejeição', diz Renan Santos sobre crescimento de Augusto Cury nas pesquisas eleitorais
Renan Santos (Missão) cumpre agenda eleitoral em Olinda Candidato à Presidência da República pelo Missão, Renan Santos cumpriu agenda de campanha na noite ...
Renan Santos (Missão) cumpre agenda eleitoral em Olinda Candidato à Presidência da República pelo Missão, Renan Santos cumpriu agenda de campanha na noite desta sexta-feira (4), em Olinda, no Grande Recife (veja vídeo acima). Ao participar de um congresso promovido pelo partido no Teatro Beberibe, no Centro de Convenções de Pernambuco, ele comentou sobre o aumento do adversário Augusto Cury (Avante) nas pesquisas eleitorais. A pesquisa Quaest divulgada na quarta-feira (2) apontou que, no cenário estimulado do primeiro turno, Augusto Cury alcançou 10% das intenções de voto e assumiu a terceira colocação. O escritor deixou para trás adversários tradicionais da chamada terceira via, como Renan Santos (Missão), que pontuou com 3%, além de Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), que registraram 1% cada. ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE Ao ser questionado pelo g1 sobre o que Augusto Cury estaria fazendo diferente para ter esse crescimento, Renan avaliou que esse avanço ocorreu porque o escritor evita se posicionar sobre temas políticos. "Basicamente, ao não fazer nada e não ganhar rejeição porque não quer se posicionar sobre nada, ele [Cury] pegou o eleitor despolitizado. Naturalmente, agora, no momento em que as pessoas vão precisar se politizar, ele vai precisar se posicionar. E, ao se posicionar, ele vai começar a ganhar rejeição. [...] Ele vai ser instado a se posicionar. Não dá para ser, num país politizado, um candidato... não é que ele é antipolítica, ele é não político. 'Qual a sua opinião sobre tal coisa?', 'Não tenho'. 'Você acha A ou B?', 'Eu acho A e B ao mesmo tempo'. Então, não dá. Não tem caminho nisso", afirmou. Estreante em uma disputa presidencial, o paulista Renan Santos é empresário e um dos fundadores do Movimento Brasil Livre (MBL), criado em 2014. Ele cursou direito na Universidade de São Paulo (USP), mas não concluiu a graduação. A segurança pública e o combate ao crime organizado são os principais eixos de seu programa de governo. Renan disse que pretende intensificar a campanha no Nordeste nos próximos dias, com visitas a outras duas capitais da região . O candidato seguirá para o Ceará, no sábado (5), e para o Maranhão, no domingo (6). "Eu iniciei minha pré-campanha aqui em Recife. E eu estou continuando ela, e eu vou fazer agora uma perna Recife, Fortaleza e São Luís do Maranhão. E o meu objetivo é o mesmo, vamos falar dos problemas do Nordeste e das soluções do Nordeste. Eu sou muito otimista sobre o futuro. O presente do Nordeste é muito ruim, mas o futuro pode ser muito bom", disse o candidato durante coletiva de imprensa. O presidenciável também comentou sobre a disputa polarizada pelo governo de Pernambuco entre a governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), que lidera as pesquisas, e pelo ex-prefeito do Recife João Campos (PSB), que, nas últimas sondagens, aparece em segundo lugar. Renan Santos declarou apoio ao candidato de seu partido ao governo estadual, Renan Hallais, e criticou João Campos e família. "Primeiro, eu estou muito feliz, inclusive, vendo o Renan, meu xará. Se minha eleição é uma eleição de Davi contra Golias, a dele tem nem o que dizer. [...] E, naturalmente, eu tenho uma ojeriza figura do João Campos. Tenho ojeriza à dinastia dele. [...] Vou fazer oposição a eles em todos os sentidos", declarou. Renan Santos (Missão) cumpre agenda de campanha em Olinda Mariane Monteiro/g1 Renan também falou sobre as denúncias envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) na chamada "Crise no STF". O candidato afirmou que as acusações representam uma crise institucional e defendeu a responsabilização de integrantes da Corte. "É devastadora. Nós não temos mais um país. Eu acho que esse é o ponto central. Não há mais um país, não há mais institucionalidade. [...] O envolvimento, para falar dos dois mais famoso, o Alexandre de Moraes e o Dias Toffoli, no escândalo do Banco Master, é gritante. E o fato de eles estarem se mobilizando como eles estão, para evitar qualquer coisa, é sintoma disso", declarou. Ao lado de apoiadores, candidatos a deputado estadual e federal pelo Missão e do candidato ao governo de Pernambuco, Renan Hallais, Santos discursou durante o congresso e fez um apelo para que seus apoiadores mantenham a mobilização durante a campanha. "O Brasil tem que fazer uma escolha. E é esse o momento que nós vamos influenciar a escolha. Quem desiste, não luta. Então, quem está pregando a desistência não vai ter força para convencer outras pessoas. Dois, os cínicos não terão argumentos. Nem petistas e nem bolsonaristas vão conseguir justificar o que vai acontecer nos próximos dias e semanas. E três, nós que temos a maior energia de todas, nós que temos a verdade a nosso lado, temos que trabalhar mais do que eles", disse. VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias