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Aos 14 anos, estudantes criam satélite caseiro e conquistam 1° lugar na Olimpíada Brasileira: 'Toda criança pode ser cientista'

Aos 14 anos, estudantes criam satélite caseiro e conquistam 1° lugar em Olimpíada Os estudantes de Limeira (SP) Tiago Vitor de Oliveira Ferreira e Felipe Hen...

Aos 14 anos, estudantes criam satélite caseiro e conquistam 1° lugar na Olimpíada Brasileira: 'Toda criança pode ser cientista'
Aos 14 anos, estudantes criam satélite caseiro e conquistam 1° lugar na Olimpíada Brasileira: 'Toda criança pode ser cientista' (Foto: Reprodução)

Aos 14 anos, estudantes criam satélite caseiro e conquistam 1° lugar em Olimpíada Os estudantes de Limeira (SP) Tiago Vitor de Oliveira Ferreira e Felipe Henrique Alves de Souza, ambos de 14 anos, conquistaram o 1° lugar na categoria nível 1 da Olimpíada Brasileira de Satélites (OBSAT), com um satélite caseiro produzido por eles. Os alunos conquistaram o primeiro lugar na fase 3 da olimpíada, que é divida nas seguintes etapas: Fase 1: apresentação de um relatório sobre o projeto Fase 2: construção do satélite e testes iniciais Fase 3: lançamento estratosférico por balão meteorológico Fase 4: adaptação do protótipo e lançamento sub-orbital O projeto, do tipo Cansat, que é de baixo custo e construído do tamanho de uma latinha de refrigerante, busca coletar e armazenar dados de sensores, transmitir informações e registrar imagens durante o voo, permitindo que as informações sejam estudadas depois. 📱Siga o g1 Piracicaba no Instagram Além disso, a dupla diz que o projeto também tem um caráter educacional. Depois das olimpíadas, eles querem levar o projeto para dentro de escolas públicas, com oficinas e palestras. A ideia é de que os alunos também construam satélites enquanto aprendem sobre engenharia, programação e outras áreas relacionadas com a produção. "O projeto foi desenvolvido em duas vertentes. A gente pensou em algo educacional, que seria mesmo para ensinar essas crianças de escola pública. O Tiago veio de escola pública, ele sabe como é difícil ter acesso a esse tipo de conteúdo", explicou Felipe em entrevista ao g1. Satélite Edusat junto do mascote do projeto Arquivo Pessoal Para que o satélite seja implantado em escolas, ele foi projetado buscando ser o mais econômico e compacto possível. O preço final para produção fica em torno de R$ 299. "Geralmente muitas pessoas acreditam que o satélite é só aquele grandão que vai para o espaço, mas às vezes pode ser algum reduzido, como o nosso, ele tem menos de 60 centímetros de altura", diz Felipe. Agora, os garotos estão se preparando para lançar o satélite. Segundo eles, o aparelho irá subir cerca de 28 Km de altura com o auxilio de um balão meteorológico. "Ele vai ficar durante algumas horas lá em cima coletando dados. Geralmente ele volta intacto, mas pode ser que ele acaba se perdendo. Por isso que na terceira fase são realizados testes para evitar isso", contou Tiago. Antes de alçar voo, o satélite precisa passar por testes de resistência a vibração e magnetismo, por exemplo. Caso avancem à próxima fase, o satélite será aprimorado e lançado novamente, dessa vez com outros parâmetros de avaliação, mais fieis aos lançados oficialmente. Tiago e Felipe trabalhando na construção do satélite Acervo Pessoal 💡De onde surgiu a ideia? Os dois garotos afirmam que sempre tiveram interesse por tecnologia, ciências e áreas relacionadas e que o conhecimento foi sendo adquirido ao logo dos anos pela prática e curiosidade. "Tudo começou quando eu tinha uns cinco anos. Eu ganhei um carrinho e ele parou de funcionar. Então eu abri ele e comecei a tentar entender o que estava acontecendo. Foi aí que começou esse interesse por eletrônica. E eu fui aprimorando cada vez mais. Aprendendo cada vez mais", conta Tiago. Ambos também contam que buscam participar de olimpíadas acadêmicas oferecidas pela escola que estudam sempre que possível, e isso foi outro fator que colaborou para o desejo de participar da OBSAT. "Tiago me convidou [para a olimpíada], para fazer parte desse projeto. Começamos no meio do ano passado e continuamos progredindo. A gente conseguiu a classificação para lançar o satélite", lembra Felipe. Apesar de sempre se manterem confiantes, eles admitem que não esperavam que o projeto, nomeado por eles como "EduSat", daria tão certo. "Eu não achei que ia tomar essas proporções. Mas eu sempre pensei alto. Sempre tive pensamentos positivos, como se a gente fosse ganhar mesmo", compartilhou Tiago. Estudantes de Limeira conquistam 1° lugar na Olimpíada Brasileira de Satélites Redes Sociais 🛰️Expectativas para o futuro Tiago conta que o lema do projeto é "Toda Criança Pode Ser Um Cientista", e essa frase resume a expectativa do projeto para o futuro. "[Queremos mostrar] que não é impossível você trabalhar com tecnologia. Eu e o meu amigo Felipe, a gente não tinha muito conhecimento de tecnologia. Enquanto você vai fazendo o projeto, você percebe que não era tão impossível assim". Os garotos pretendem levar o Edusat para ser apresentado em feiras de ciência, instituições de ensino e para palestras educacionais. Para isso, eles desenvolveram apostilas e até um agente de inteligência artificial para auxiliar os alunos na construção. "A gente fez um agente de inteligência artificial por meio da programação. Ele consegue responder de forma lúdica e carinhosa as perguntas das crianças", explica Felipe. Ele ainda diz que o projeto busca trazer mais proximidade entre os alunos e áreas de ciência e tecnologia. "Ciência e tecnologia parecem muito distantes para muita gente, inclusive para pessoas de diversas faixas etárias. Depois que você entra no projeto e você entende que não é nada surreal". "A gente leva o nosso conhecimento, às vezes a gente é recompensado por isso, às vezes não, mas a gente nunca pode desistir, porque isso eu tenho certeza absoluta que vai gerar frutos no futuro para todas as pessoas", conclui Felipe. *Sob supervisão de Helio Carvalho VÍDEOS: tudo sobre Piracicaba e região Veja mais notícias sobre a região em g1 Piracicaba