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Após 23 anos na Noruega, acreana enfrenta torcida do marido e quer fim de provocação sobre Copa de 1998: 'Espero que o Brasil ganhe'

Acreana Camilla Enes e o marido norueguês, Magnus Thorsen, estarão em lados opostos durante a partida entre Brasil e Noruega na Copa do Mundo de 2026 Arquivo ...

Após 23 anos na Noruega, acreana enfrenta torcida do marido e quer fim de provocação sobre Copa de 1998: 'Espero que o Brasil ganhe'
Após 23 anos na Noruega, acreana enfrenta torcida do marido e quer fim de provocação sobre Copa de 1998: 'Espero que o Brasil ganhe' (Foto: Reprodução)

Acreana Camilla Enes e o marido norueguês, Magnus Thorsen, estarão em lados opostos durante a partida entre Brasil e Noruega na Copa do Mundo de 2026 Arquivo pessoal Há 23 anos vivendo na Noruega, a acreana Camilla Enes já incorporou diversos hábitos do país escandinavo. O jeito mais reservado das pessoas, o respeito ao espaço pessoal e até a forma de se comportar no transporte público passaram a fazer parte da rotina. Mas, quando o assunto é futebol, ela garante que a distância do Brasil não diminuiu a paixão pela Seleção. Neste domingo (5), Camilla vai se reunir com amigos brasileiros para assistir ao confronto entre Brasil e Noruega pelas oitavas de final da Copa do Mundo, prevista para às 22h no horário do país europeu e às 17h no horário de Brasília. Já o companheiro dela, o economista norueguês Magnus Thorsen, estará do lado da seleção de casa. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Natural do Acre, Camilla se mudou para a Noruega aos 14 anos, depois que a mãe se casou com um norueguês. Segundo ela, a adaptação ao novo país foi difícil por causa das diferenças culturais. "Nós brasileiros somos muito abertos e fazemos amizade muito rapidamente. Aqui as pessoas são muito fechadas. Essa fama de que os escandinavos são mais frios é totalmente verdadeira", contou. Jogo entre Brasil x Noruega: acreanos podem acompanhar partida na Praça da Revolução LEIA TAMBÉM: Ação em parceria com a Rede Amazônica vai transmitir jogos da Copa do Mundo em telão no Acre Cria de região periférica e goleiro histórico do Acre: conheça a trajetória improvável de Weverton Inspirada na Copa, família do AC mantém tradição de 56 anos ao decorar casa nas cores do Brasil Com o passar dos anos, ela percebeu que também adotou alguns costumes locais. Um deles é manter mais distância durante as conversas, algo que só notou quando voltou ao Brasil pela primeira vez após a mudança. "Me disseram que eu começava a andar para trás quando as pessoas chegavam muito perto para conversar. Eu nem percebia que já tinha adquirido esse costume", complementou. Vira-casaca? Jamais! Apesar de já ter vivido mais tempo na Noruega do que no Brasil, Camilla afirma que nunca cogitou torcer contra a Seleção Brasileira. Pelo contrário: ela diz que a partida deste domingo tem um significado especial por causa da confiança dos noruegueses no histórico do confronto. É que em 24 de junho de 1998, a seleção brasileira perdeu por 2 a 1 para a Noruega. "Sempre que eu falo que sou brasileira, eles lembram da Copa de 1998. Dizem que o Brasil nunca ganhou da Noruega. Eles já estão comemorando e acham que vão ganhar de novo. Se isso acontecer, vou ouvir essa história pelo resto da vida", brincou. Acreana Camilla Enes mora na Noruega há 23 anos, mas sempre torce a favor do Brasil quando o assunto é futebol Arquivo pessoal O companheiro leva a rivalidade de forma descontraída. Segundo Camilla, ele deve apenas fazer algumas provocações caso a Noruega vença. Já o filho mais velho do casal, de 7 anos, escolheu acompanhar a mãe e vai torcer pelo Brasil. Mesmo reconhecendo a qualidade da seleção norueguesa, a acreana acredita na classificação brasileira. "Acho que vai ser um jogo bem equilibrado, com muitos gols. Meu palpite é 3 a 2 para o Brasil. Espero muito que a gente ganhe", torce. Camilla Enes conta que filho mais velho, de 7 anos, torce com ela para a seleção brasileira Arquivo pessoal VÍDEOS: g1