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Após novos embates entre ministros, presidente do STF cancela sessão prevista para esta quinta

Fachin cancela sessão do STF desta quinta (17) O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, determinou o cancelamento da sessão extraordinár...

Após novos embates entre ministros, presidente do STF cancela sessão prevista para esta quinta
Após novos embates entre ministros, presidente do STF cancela sessão prevista para esta quinta (Foto: Reprodução)

Fachin cancela sessão do STF desta quinta (17) O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, determinou o cancelamento da sessão extraordinária da Corte prevista para esta quinta-feira (17). O motivo do cancelamento não foi informado pela assessoria do STF. A medida foi tomada após novo embate público entre os ministros Gilmar Mendes e André Mendonça. Esta é a terceira sessão plenária cancelada pela presidência do STF em duas semanas, diante da crise Master que atinge a Corte. O Supremo iria discutir nesta quinta desde reajustes de planos de saúde para idosos até a tributação de incentivos fiscais estaduais e os limites de acesso a dados de usuários por autoridades de investigação. Além disso, a sessão para analisar a conduta de André Mendonça na relatoria do caso Master, que estava agendada para a próxima quarta-feira (23), também será remarcada por Fachin. Escalada de tensão O cancelamento da sessão plenária do STF pelo presidente Luís Edson Fachin se insere na escalada de tensão e sucessivos atritos públicos entre os ministros Gilmar Mendes e André Mendonça no âmbito dos desdobramentos do chamado caso Master. A crise se intensificou durante a análise de um relatório da Polícia Federal envolvendo mensagens apreendidas no celular de Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master, processo sob relatoria do ministro André Mendonça. Entre os registros, constavam citações ao procurador-geral da República, Paulo Gonet. Durante a sessão da última terça-feira (15), sobre a situação de Moraes, Gonet declarou não ter relação com o ex-banqueiro. Gilmar Mendes saiu em sua defesa e atacou a postura de Mendonça, acusando-o de agir com "desfaçatez", "leviandade" e de adotar um "sentimento policialesco". Nas horas que antecederam o cancelamento da sessão desta quinta-feira, ambos os ministros tornaram a se manifestar publicamente, aprofundando o desgaste institucional: Nesta quinta, Gilmar afirmou publicamente que Paulo Gonet teve sua "honra injustamente manchada" pela retirada de sigilo de diálogos que, na avaliação do ministro, não continham qualquer ato ilícito. O decano, ministro com mais tempo no STF, também acusou André Mendonça de promover "vazamento seletivo" com intenções político-eleitorais para "lucrar politicamente", chegando a classificá-lo como "boneco de campanha" e "pixuleco eleitoral". Por meio de nota, Mendonça rebateu as afirmações, declarando que o pedido de retirada irrestrito de sigilo não partiu dele, mas de quem agora se mostrava indignado. Sustentou que sua decisão ocorreu em procedimento específico e fundamentado, negando complacência com vazamentos e lembrando que determinou a apuração de desvios investigativos envolvendo até agentes policiais. Em resposta indireta às falas de Gilmar, afirmou que nunca "transformou o plenário num palanque ou picadeiro, vociferando aos berros, para tentar mascarar com truculência ilações vazias". Por fim, Mendonça defendeu a urgente aprovação de um código de ética para o STF, pauta encampada pelo próprio presidente da Corte, Edson Fachin, para regrar a conduta e o tratamento entre os ministros. Edson Fachin durante julgamento do caso das supostas mensagens de Vorcaro para Moraes Rosinei Coutinho/STF