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Arrecadação federal soma R$ 264,4 bilhões em junho e bate recorde para o mês

A arrecadação do governo federal com impostos, contribuições e demais receitas somou R$ 264,4 bilhões em junho deste ano, informou nesta quinta-feira (30) ...

Arrecadação federal soma R$ 264,4 bilhões em junho e bate recorde para o mês
Arrecadação federal soma R$ 264,4 bilhões em junho e bate recorde para o mês (Foto: Reprodução)

A arrecadação do governo federal com impostos, contribuições e demais receitas somou R$ 264,4 bilhões em junho deste ano, informou nesta quinta-feira (30) a Receita Federal. O resultado representa um aumento real de 7,7% na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando a arrecadação somou R$ 245,5 bilhões (valor corrigido pela inflação). O valor também foi o maior já registrado para meses de junho desde o início da série histórica da Receita Federal em 1995 — ou seja, em 32 anos. Agora no g1 ➡️O recorde na arrecadação está relacionado com o crescimento da economia brasileira, com a tributação do do petróleo e com os aumentos de impostos anunciados nos últimos anos pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Relembre alguns aumentos de impostos: alta na tributação de fundos exclusivos (alta renda) e das "offshores" (exterior); mudanças na tributação de incentivos (subvenções) concedidos por estados; aumento de impostos sobre combustíveis feitos em 2023 e mantido desde então; reoneração gradual da folha de pagamentos; fim de benefícios para o setor de eventos (Perse); início da taxação das bets; aumento do IOF sobre crédito e câmbio; alta na tributação dos juros sobre capital próprio. "O acréscimo observado no período pode ser explicado, principalmente, pelo crescimento da arrecadação da contribuição previdenciária e pelos desempenhos das arrecadações do PIS/Cofins, do IRRF-Rendimentos do Capital, e do IRPJ e da CSLL. Destaca-se, ainda, recolhimentos atípicos de IRPJ e CSLL no mês de junho e a arrecadação de Imposto de Exportação sobre óleo bruto. CCJ do Senado aprova PEC da autonomia financeira do Banco Central Jornal Nacional/ Reprodução Efeito petróleo ➡️Segundo a Receita Federal, a arrecadação recorde em junho também é resultado da tributação e da disparada do preço do petróleo. Com um preço mais alto, resultado da guerra entre Estados Unidos e Irã, também subiram as receitas do governo com o produto, como "royalties" e extração. Além disso, o Executivo estabeleceu uma taxação extra sobre exportações. ➡️Somente em junho, o imposto de exportação sobre o petróleo arrecadou R$ 3,8 bilhões e as receitas não administradas (que englobam royalties, concessões, permissões e cotas-parte e compensações financeiras pela exploração de recursos naturais, entre outros) tiveram aumento de R$ 1,2 bilhão. Primeiro semestre Nos seis primeiros meses deste ano, ainda segundo dados oficiais, a arrecadação federal somou R$ 1,59 trilhão — sem a correção pela inflação. Em valores corrigidos pela variação dos preços, a arrecadação totalizou R$ 1,6 trilhão de janeiro a junho, o que representa um crescimento real (acima da inflação) de 6,6% em relação ao mesmo período do ano passado, quando somou R$ 1,51 trilhão. O montante também é o recorde para a arrecadação federal no período. Meta fiscal em 2026 Assim como nos últimos anos, o governo espera contar com o aumento da arrecadação para tentar atingir a meta para as suas contas em 2026. Para este ano, a meta é de que as contas do governo tenham um saldo positivo de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 34,3 bilhões. De acordo com o arcabouço fiscal, aprovado em 2023, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central. Ou seja: a meta será considerada formalmente cumprida se o governo tiver saldo zero, ou se chegar a um superávit de R$ 68,6 bilhões. O texto, no entanto, permite que o governo retire desse cálculo R$ 57,8 bilhões em despesas. E use esses recursos para pagar, por exemplo, precatórios (gastos com sentenças judiciais). Na prática, portanto, a previsão é que o governo tenha um rombo de R$ 23,3 bilhões nos cofres públicos em 2026 – mesmo que, para o cálculo oficial da meta, apresente um resultado positivo. Se os números se confirmarem, as contas do governo devem ficar negativas durante todo o terceiro mandato do presidente Lula.