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Balança comercial tem superávit de US$ 9,8 bilhões em junho, aumento de 66% em relação ao ano passado

A balança comercial do Brasil registrou superávit de US$ 9,8 bilhões em junho, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (...

Balança comercial tem superávit de US$ 9,8 bilhões em junho, aumento de 66% em relação ao ano passado
Balança comercial tem superávit de US$ 9,8 bilhões em junho, aumento de 66% em relação ao ano passado (Foto: Reprodução)

A balança comercial do Brasil registrou superávit de US$ 9,8 bilhões em junho, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) nesta sexta-feira (3). 🔎 O resultado é de superávit quanto as exportações superam as importações. Quando acontece o contrário, o resultado é deficitário. O resultado é 66% maior do que o saldo do mesmo mês do ano passado (superávit de US$ 5,9 bilhões). Agora no g1 💵 Segundo o governo, em junho: As exportações somaram US$ 36,3 bilhões, com alta de 24,9% na média por dia útil; As importações somaram US$ 26,5 bilhões, com alta de 14,4% na média por dia útil. Segundo o Mdic, o valor exportado em junho é o maior já registrado na história e superou a marca de qualquer outro mês. Já as importações tiveram o melhor resultado da série para meses de junho. No acumulado dos seis primeiros meses do ano, o saldo comercial ficou positivo em US$ 42,4 bilhões, com queda de 40,3% na comparação com o mesmo período do ano passado (US$ 30,2 bilhões). De janeiro a junho, as exportações somaram US$ 184,8 bilhões, com alta de 11,5% na média por dia útil. Já as importações somaram US$ 142,4 bilhões, com alta de 5,1% na média por dia útil. Expectativa para o ano O governo atualizou as projeções da balança comercial para o ano. A estimativa é que o superávit seja de US$ 90 bilhões, o segundo melhor da história. As exportações, segundo a perspectiva do governo, deverão somar US$ 394,4 bilhões. Já as importações, US$ 304,4 bilhões. Estados Unidos As exportações para os Estados Unidos aumentaram 3,7% em junho na comparação com o ano passado, passando de US$ 3,34 bilhões para US$ 3,47 bilhões. US$ 15 bilhões é o volume das exportações que pode ser afetado caso tarifa de 25% seja aplicada, segundo a Câmara Americana de Comércio para o Brasil Jornal Nacional/ Reprodução Nos últimos meses, as vendas para o mercado norte americano registravam queda. O governo de Donald Trump ameaça o Brasil com mais tarifas. O Brasil encaminhou, nessa quarta-feira (1º), uma resposta aos Estados Unidos sobre a investigação feita pelo governo Donald Trump que acusa o governo brasileiro de adotar práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os norte-americanos. A reação brasileira tenta evitar que os Estados Unidos coloquem em prática a proposta de tarifas adicionais de 25% sobre produtos brasileiros, em resposta às supostas práticas de comércio desleal, descritas pelo Escritório de Comércio. No documento, assinado pelo chanceler Mauro Vieira, o Brasil afirma que as críticas do governo americano ao PIX e a decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) não têm relação com comércio, mas com divergências sobre políticas internas. Segundo o Mdic, o aumento das exportações em junho se explica pela maior venda de petróleo bruto, aeronaves, combustíveis. O preço de alguns desses produtos, como combustíveis, subiu por causa do impacto da guerra no Oriente Médio. Exportações em junho Os principais consumidores de produtos vendidos pelo Brasil para o exterior seguem sendo China e a União Europeia, com Estados Unidos na terceira posição: China - US$ 12, 2 bilhões União Europeia - US$ 4,8 bilhões Estados Unidos - US$ 3,4 bilhões ASEAN - US$ 2,2 bilhões Oriente Médio - US$ 1,3 bilhões África - US$ 1,2 bilhões Canadá - US$ 647 milhões México - US$ 821mihões Mercosul - US$ 2,1 bilhões América Central e Caribe - US$ 634 milhões