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Cunhado de Daniel Vorcaro é preso pela PF em nova fase da operação sobre Banco Master

Cunhado de Daniel Vorcaro se entrega à Polícia Federal O empresário Fabiano Campos Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, também voltou a ...

Cunhado de Daniel Vorcaro é preso pela PF em nova fase da operação sobre Banco Master
Cunhado de Daniel Vorcaro é preso pela PF em nova fase da operação sobre Banco Master (Foto: Reprodução)

Cunhado de Daniel Vorcaro se entrega à Polícia Federal O empresário Fabiano Campos Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, também voltou a ser preso nesta quarta-feira (4) pela Polícia Federal em São Paulo. Além dele, o próprio Vorcaro foi preso. Zettel era um dos alvos da nova fase da Operação Compliance Zero e se entregou na Superintendência da PF na capital paulista. A defesa dele disse que, "em que pese não ter tido acesso ao objeto das investigações, Fabiano está à inteira disposição das autoridades". Segundo a PF, essa fase tem o objetivo de investigar a "possível prática dos crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, praticados por organização criminosa". Casado com Natália Vorcaro, irmã do banqueiro, Zettel é pastor evangélico e foi o maior doador da campanhas eleitorais do ex-presidente Jair Bolsonaro, com R$ 3 milhões, e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, com R$ 2 milhões. Zettel ganhou destaque no empreendedorismo, especialmente com marcas de rede de alimentos, e uma academia de luxo. Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro Reprodução/Space Money As prisões foram autorizadas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), em sua primeira ação como relator do caso, que assumiu no mês passado. 🔎 De acordo com a PF, o esquema financeiro envolve a venda de títulos de crédito falsos pelo Banco Master. O nome da operação é uma referência à falta de controles internos nas instituições envolvidas para evitar crimes de gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e manipulação de mercado. A defesa de Vorcaro disse que ele "sempre esteve à disposição das autoridades, colaborando de forma transparente com as investigações desde o início, e jamais tentou obstruir o trabalho das autoridades ou da Justiça". A defesa negou "categoricamente as alegações atribuídas" a ele e disse confiar "que o esclarecimento completo dos fatos demonstrará a regularidade de sua conduta". Reiterou ainda a "sua confiança no devido processo legal e no regular funcionamento das instituições". LEIA TAMBÉM: Quem é o cunhado de Daniel Vorcaro preso durante operação da PF sobre o Banco Master CDBs irreais e carteiras de crédito falsas: entenda a crise que derrubou o Banco Master e levou Vorcaro à prisão Prisões anteriores Zettel já tinha sido preso em janeiro pela PF quando se preparava para embarcar em um voo comercial no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, na região metropolitana, com destino a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Dois meses antes, Vorcaro também havia sido preso em novembro ao tentar embarcar para a Europa em um avião particular que sairia de Guarulhos. Para a PF, não havia dúvidas de que ele iria fugir do país. Havia um mandado de prisão preventiva contra Vorcaro, que já foi levado para a Superintendência da PF na capital paulista. Além de Vorcaro e Zettel, também há outros dois mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em São Paulo e Minas Gerais. As investigações contaram com o apoio do Banco Central do Brasil. Também foram determinadas ordens de afastamento de cargos públicos e sequestro e bloqueio de bens, no montante de até R$ 22 bilhões, com o objetivo de interromper a movimentação de ativos vinculados ao grupo investigado e preservar valores potencialmente relacionados às práticas ilícitas apuradas. CPI Vorcaro era aguardado para depor nesta quarta à CPI do Crime Organizado, em Brasília. No entanto, o dono do Banco Master já havia sinalizado que iria comparecer apenas à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. O ministro André Mendonça tinha decidido na terça-feira (3) que a ida dele à CPI seria facultativa. Daniel Vorcaro, dono do Banco Master Banco Master