Ebola dá sinais de desaceleração no Congo, mas ONU diz que epidemia ainda é ‘massiva’
Equipe de sepultamento de vítimas do Ebola em Butembo, na República Democrática do Congo REUTERS/Gradel Muyisa Mumbere Autoridades da ONU afirmaram nesta ter...
Equipe de sepultamento de vítimas do Ebola em Butembo, na República Democrática do Congo REUTERS/Gradel Muyisa Mumbere Autoridades da ONU afirmaram nesta terça-feira (15) que os esforços para conter o Ebola no leste do Congo estavam começando a dar resultados, mas ressaltaram que a epidemia continua sendo “massiva” e que levará meses para ser controlada. “Continua sendo uma epidemia mortal e de grande magnitude. Há algumas áreas em que se observam avanços, mas, mesmo assim, em outras áreas, continuamos a ver um aumento no número de casos”, disse Julien Harneis, coordenador especial da ONU para o Ebola, em coletiva de imprensa em Genebra. Este surto é o segundo mais letal já registrado, atrás apenas do que ocorreu na África Ocidental e durou de 2014 a 2016. Questionado sobre relatos de que a epidemia teria atingido um ponto de inflexão, Olivier le Polain, da Organização Mundial da Saúde (OMS), disse: “É muito cedo para afirmar com segurança que já passamos pelo pico.” Siga o canal do g1 Bem-Estar no WhatsApp Entenda o Ebola em 7 pontos Ele acrescentou: “Levará muitos e muitos meses para controlar totalmente este surto, e isso exigirá um apoio significativo.” No sábado, o ministro da Saúde do Congo, Samuel Roger Kamba, disse que havia “sinais encorajadores” na luta contra o Ebola desde “o pico atingido em meados de agosto” e que a transmissão “tem diminuído gradualmente”. Ele disse que o número diário de novos casos caiu de aproximadamente 120 “no pico da epidemia” para cerca de 80, e que 10 das 62 zonas de saúde afetadas não registravam novos casos há mais de 22 dias. “Para mim, esses números são um sinal positivo. Eles demonstram que os esforços realizados no terreno estão surtindo efeito e que nossa estratégia de resposta está começando a achatar a curva de transmissão”, afirmou ele. “No entanto, devemos permanecer totalmente mobilizados. Embora esses resultados sejam encorajadores, eles não devem nos levar a baixar a guarda.” Jean-Jacques Muyembe, diretor do Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica do Congo, disse que a situação na província de Ituri, onde os primeiros casos foram registrados, havia melhorado consideravelmente. “Aqui em Ituri, os indicadores estão ficando verdes, enquanto antes estavam todos vermelhos. Não estamos dizendo que acabamos com a epidemia, mas estamos dizendo que as equipes de resposta têm a situação sob controle”, declarou, acrescentando que esperava que a epidemia estivesse “para trás” até o final do ano. Houve 7.258 casos confirmados e 3.510 mortes em sete províncias, de acordo com dados do governo divulgados na terça-feira. Oxford inicia primeiro ensaio clínico em humanos de vacina contra cepa Bundibugyo do Ebola Moderna anuncia parceria para desenvolver vacina contra cepa Bundibugyo do ebola