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Em campanha simultânea no Rio, Lula defende prender criminosos; e Flávio fala em ‘guerra’ ao crime

Em campanha simultânea no Rio, Lula defende prender criminosos; e Flávio fala em ‘guerra’ ao crime Reprodução Os candidatos à Presidência da Repúblic...

Em campanha simultânea no Rio, Lula defende prender criminosos; e Flávio fala em ‘guerra’ ao crime
Em campanha simultânea no Rio, Lula defende prender criminosos; e Flávio fala em ‘guerra’ ao crime (Foto: Reprodução)

Em campanha simultânea no Rio, Lula defende prender criminosos; e Flávio fala em ‘guerra’ ao crime Reprodução Os candidatos à Presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) defenderam suas propostas para segurança pública durante campanha simultâneas realizadas neste sábado (22), no Rio. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça O petista afirmou que, se reeleito, vai retirar as facções criminosas, devolver os territórios do Rio de Janeiro ao povo do estado e prender criminosos. 'Não vamos fazer Carnaval, pirotecnia, matar 100 ou 200 [criminosos]. Nós vamos prendê-los. Vamos falar a vila é do povo, a escola é do povo, a padaria é do povo. Não é dos bandidos. Isso vamos fazer", disse no estádio do Bangu, na Zona Oeste da capital fluminense. Lula defende a criação Ministério da Segurança Pública O candidato lembrou que enviou ao Congresso uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que amplia a participação da União na segurança pública, que atualmente é uma atribuição dos estados. Ele voltou a dizer que – se o texto, que já passou pela Câmara, for aprovado também pelo Senado, – vai recriar o Ministério da Segurança Pública e ampliará a preparação das polícias Federal (PF) e Rodoviária Federal (PRF). Já Flávio Bolsonaro afirmou que, caso seja eleito, pretende classificar facções como Comando Vermelho e PCC como grupos narcoterroristas, proposta que consta no plano de governo registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em evento de lançamento da candidatura de Douglas Ruas ao governo do Rio, no Maracanãzinho, ele também defendeu uma política de enfrentamento às organizações criminosas a partir do próximo ano. “Eu não vou baixar a cabeça para bandido. Já tô avisando: marginais, narcoterroristas, vocês têm até dezembro desse ano para meter o pé do Brasil, porque, a partir de janeiro do ano que vem, nós vamos declarar guerra aos narcoterroristas”, disse Flávio. Flávio diz que narcoterroristas têm até dezembro para ‘meter o pé’ do Brasil 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop. Lula também fala em custo de presos Durante o evento, Lula afirmou que pretende ampliar a atuação federal na segurança pública e citou os custos do sistema penitenciário para defender uma mudança na estratégia de combate ao crime. Segundo o candidato, um preso em uma unidade de segurança máxima custa R$ 40 mil por ano, enquanto o custo em uma cadeia comum de São Paulo seria de R$ 35 mil. “O tal do Fernandinho Beira-Mar custa o dobro do que formar uma menina médica ou um menino engenheiro”, afirmou Lula, em referência ao traficante Luiz Fernando da Costa. Além da segurança pública, Lula dedicou parte do discurso a propostas para a educação. O candidato prometeu ampliar o ensino em tempo integral para todas as escolas públicas do país e continuar a expansão dos institutos federais. Também citou programas como Prouni e Fies. O petista também apresentou propostas para a indústria e tecnologia. Lula defendeu que o Brasil desenvolva a cadeia de produção de minerais críticos e terras raras, em vez de apenas exportar esses recursos. Ele também prometeu ampliar investimentos em inteligência artificial e defendeu o desenvolvimento de uma tecnologia adaptada ao português e às necessidades brasileiras. Pedro Paulo, Benedita, Lula e Eduardo Paes em Bangu. Divulgação PSD-RJ Flávio critica uso de drones por criminosos Durante o discurso no Maracanãzinho, Flávio Bolsonaro também criticou o avanço da atuação das organizações criminosas e citou o uso de drones com bombas. O candidato afirmou que crianças estariam sendo treinadas para operar os equipamentos. “Eu soltava pipa quando criança. Hoje estão sendo criadas e treinadas para usar drones com bomba. Só falta ter que comprar guarda-chuva blindado”, disse. O candidato do PL também apresentou propostas relacionadas à legislação penal. Flávio afirmou que pretende reduzir para 14 anos a maioridade penal em casos de estupro e defendeu a castração química para estupradores e abusadores de mulheres e crianças. “As mulheres serão protegidas. Nós vamos aprovar a castração química para estupradores e abusadores de mulheres e crianças. Ah, mas o Flávio é radical. Não gostou, vota no defensor de bandido”, afirmou. Flávio Bolsonaro do Maracanãzinho no lançamento da candidatura de Douglas Ruas Reprodução Ao pedir votos para Carlos Jordy e Portinho, candidatos do PL ao Senado pelo Rio, Flávio afirmou que pretende contar com os dois no Congresso para aprovar propostas defendidas por sua candidatura. Entre elas, citou uma anistia aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro. Outros candidatos neste sábado Renan Santos (Missão) iniciou a campanha deste sábado (22) com foco em segurança pública. O candidato, que chegou à Faculdade de Direito da USP usando um colete à prova de balas, afirmou que, se eleito, adotará uma postura de enfrentamento contra o que chamou de “inimigos da nação”. Durante o discurso, também criticou Lula e Flávio Bolsonaro e disse que o país não pode ficar “refém” dos dois. Já Romeu Zema (Novo) defendeu uma nova reforma da Previdência e afirmou que poderá ser necessário aumentar o tempo de contribuição para quem está entrando agora no mercado de trabalho, acompanhando o aumento da expectativa de vida. O candidato disse que a mudança deveria ser planejada para evitar novas reformas no futuro.