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Formação de professores ganha relevância diante da falta de docentes no Agreste

A falta de professores para atuar na educação básica já preocupa escolas e instituições de ensino de Pernambuco. As diferentes áreas da licenciatura são...

Formação de professores ganha relevância diante da falta de docentes no Agreste
Formação de professores ganha relevância diante da falta de docentes no Agreste (Foto: Reprodução)

A falta de professores para atuar na educação básica já preocupa escolas e instituições de ensino de Pernambuco. As diferentes áreas da licenciatura são de grande relevância para a formação dos profissionais que atuarão em sala de aula. Para ajudar a suprir essa necessidade na região, o Centro Universitário Tabosa de Almeida (Asces-Unita) oferece cursos de Licenciatura em História, Pedagogia e Educação Física. Para o coordenador dos cursos de Licenciatura em História e Pedagogia da Asces-Unita, Wilson Rufino, o atual cenário apresenta-se com um misto de desafios e possibilidades. O profissional destaca a importância da escolha profissional e a necessidade de mostrar que os cursos de licenciatura são tão importantes quanto os de bacharelado. Para o coordenador dos cursos de Licenciatura em História e Pedagogia da Asces-Unita, Wilson Rufino, o atual cenário apresenta-se com um misto de desafios e possibilidades. O profissional destaca a importância da escolha do profissional e a necessidade de mudar a percepção de que os cursos de licenciatura são tão importantes quanto os bacharelados. “O ofício docente é uma das profissões que mais pode impactar a formação das pessoas e, transformando pessoas, transformamos qualitativamente o mundo. A formação docente continua sendo fundamental para a sociedade, mas precisamos reconhecer que os jovens chegam à universidade com novas expectativas, novas formas de aprender e uma relação muito mais intensa com as tecnologias e as redes sociais”, destaca Wilson. Ainda segundo o coordenador, no caso específico da História, existe um desafio adicional, que é mostrar que ser professor e historiador é muito mais que transmitir conteúdos sobre o passado. “É formar sujeitos capazes de compreender criticamente o presente, interpretar informações, identificar discursos de desinformação e compreender como as sociedades constroem suas memórias e identidades na relação com seu entorno social e natural”. Na Asces-Unita, instituição comunitária que carrega a credibilidade de uma história pioneira de quase sete décadas e que tem uma estrutura físico-pedagógica robusta e qualificada, a formação humanística é um dos principais diferenciais para atrair novos estudantes na área, além de ofertar projetos de pesquisa, extensão, atividades culturais, visitas técnicas, excursões, aulas em campo, eventos acadêmicos e projetos interdisciplinares. Estudantes da Asces-Unita apresentam vivências pedagógicas do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) durante evento acadêmico. Asces-Unita/Divulgação Deyvison Kaycky de Melo Lucena, aluno do quinto período de Licenciatura em História, destaca que uma das principais coisas que o atraem a estar na formação da Asces é justamente o “tripé” do curso: ensino, pesquisa e extensão. “Dentro do próprio curso, os estudantes têm muitas possibilidades de entrar em várias áreas, de fazer vários projetos diferentes, e isso contribui muito para uma formação sólida. Essa integração em todos esses eixos me atraiu bastante durante a formação, me dando mais confiança e sabendo que eu estava fazendo um curso de qualidade”, disse Deyvison. Para Maria Fernanda, outra aluna do curso de Licenciatura em História, estar vivendo o quarto período fez com que ela conseguisse aprofundar cada vez mais a relação dela com a área e compreender melhor o que é estar se formando para ser professora. Segundo a jovem, a paixão pela História surgiu quando ela passou a ter mais contato com a disciplina no ensino fundamental. Além da curiosidade em conhecer mais sobre a matéria, ela também desenvolveu o interesse por ensinar. Alunos compartilham experiências práticas do estágio em sala de aula, promovendo a troca de conhecimentos com a turma. Asces-Unita/Divulgação Desde que ingressou na graduação na Asces, a jovem iniciou o curso já com contatos diretos com projetos e cursos de extensão, que são alguns dos diferenciais da instituição. Um dos projetos é o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID). O programa é uma iniciativa do Governo Federal, do qual a Asces também faz parte. “Eu considero o PIBID como algo essencial na formação não só dos licenciandos em História, mas dos licenciandos de qualquer outra especificidade de estudo, porque de fato o PIBID amplia a nossa visão sobre a sala de aula, permite que a gente enxergue tanto os pontos positivos como também os desafios de estar ali no espaço escolar ministrando”, disse Maria Fernanda. Na avaliação do coordenador da Asces, a aproximação dos estudantes com a vivência nos projetos é essencial porque permite que o aluno compreenda a realidade concreta da educação básica e perceba que a escola não é apenas o lugar onde ele irá trabalhar no futuro: é também um espaço de formação do próprio professor. A formação dos novos historiadores torna-se uma necessidade social, especialmente no mundo contemporâneo, tendo em vista que a sociedade vive uma época de excesso de informações, circulação de notícias falsas, disputas de memória e diferentes interpretações sobre o passado. Encontro de licenciatura reúne alunos e docentes para discutir o impacto da pesquisa e da extensão na formação profissional. Asces-Unita/Divulgação “O historiador tem uma responsabilidade muito grande: investigar, contextualizar, problematizar e ajudar a sociedade a compreender de onde viemos para interpretar melhor o presente”, diz Wilson.