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Governo vai instaurar processo administrativo contra apps de delivery por falta de transparência nos preços

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, anunciou nesta quarta-feira (27) que o governo vai instaurar processo administrativo contra pl...

Governo vai instaurar processo administrativo contra apps de delivery por falta de transparência nos preços
Governo vai instaurar processo administrativo contra apps de delivery por falta de transparência nos preços (Foto: Reprodução)

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, anunciou nesta quarta-feira (27) que o governo vai instaurar processo administrativo contra plataformas delivery por descumprimento da regra que determina que os aplicativos informem a composição dos preços cobrados dos consumidores. 🛵Em março deste ano, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, publicou uma portaria estabelecendo que as plataformas deveriam exibir, em cada transação, um quadro-resumo com a composição do valor cobrado (veja mais detalhes abaixo). Segundo o ministro, duas empresas não estão cumprindo a portaria "adequadamente". São elas iFood e Keeta. Das onze empresas atualmente monitoradas, duas estão cumprindo a nova norma e sete estão em diligência, além das duas plataformas que podem ser sancionadas. O g1 procurou as empresas que vão ser sancionadas, mas não obteve retorno até a última atualização dessa reportagem. Agora no g1 Em nota, a Keeta negou que não está cumprindo as regras e que está "sempre buscando atuar em conformidade com a legislação, incluindo normas relacionadas a transparência com consumidores e acesso à informação". "No processo de utilização da plataforma e no recibo disponibilizado ao consumidor em cada pedido, consta o valor total por ele pago e a indicação da parcela desse valor destinada à plataforma, à entrega, incluindo gorjetas, e ao estabelecimento comercial. Reforçamos nosso compromisso com a transparência, a responsabilidade e o diálogo aberto com as autoridades, os parceiros e a sociedade", disse em nota. As empresas sancionadas vão ter prazo de 20 dias para responderem. Após o prazo, caso não cumpram a portaria, estarão sujeitas a multas de até R$ 14 milhões. "Acima de tudo é um direito dos trabalhadores que ficam o dia todo em cima de moto, atrás de volante e têm seus ganhos subtraídos, sem clareza, por big techs com ganhos bilionários na bolsa de valores. Não vamos aceitar que a transparência seja burlada. Aquelas que não cumprirem pagarão preço", afirmou o ministro. Segundo o órgão, as informações devem ser apresentadas de forma clara e em local de fácil visualização, com os seguintes itens: Preço total — valor pago pelo consumidor Parcela da plataforma — valor retido pelo aplicativo pela intermediação Parcela do motorista ou entregador — valor repassado ao profissional, incluindo gorjetas e adicionais Parcela do estabelecimento — valor destinado ao restaurante, lanchonete ou loja, nos casos de delivery O governo deu 30 dias para as empresas se adequarem às novas regras. Após esse prazo, a Senacon começou a fiscalizar a transparência de preços ao consumidor nos aplicativos e estendeu o prazo de adaptação para mais 30 dias. No início do mês, a Senacon notificou seis empresas por descumprimento da portaria. Motoboy motoentregador entregador bolsa bag mochila delivery natal Rn Rio Grande do Norte foto ilustrativa Freepik "Não é opcional cumprir uma portaria. A empresa não escolhe. Fica a questão do que uma empresa que não oferece transparência tem a esconder", disse Boulos. Segundo Boulos, o processo vai ser publicado no Diário Oficial da União desta quinta-feira (28).