Grávida foi asfixiada e esquartejada antes de ter corpo carbonizado pelo ex-companheiro no ES, diz polícia
Casal é investigado por morte de grávida em Cachoeiro de Itapemirim A grávida encontrada morta e carbonizada no Sul do Espírito Santo teve o corpo esquartej...
Casal é investigado por morte de grávida em Cachoeiro de Itapemirim A grávida encontrada morta e carbonizada no Sul do Espírito Santo teve o corpo esquartejado pelo ex-companheiro, afirmou a Polícia Civil em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (15). Juliana Paulo Pinto, de 29 anos, ficou desaparecida por dois dias até ser encontrada morta na quarta-feira (14), em Cachoeiro de Itapemirim. Os suspeitos foram apontados como o ex-marido da vítima, Diego Marques Alves, e a atual noiva dele, Geovana Maria Vieira. Os dois foram presos em flagrante por ocultação de cadáver. O suspeito tem um filho de 11 anos com Juliana. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp Segundo o delegado Felipe Vivas, responsável pelo caso, o suspeito confessou o crime e afirmou que matou a ex-companheira por causa de desentendimentos e problemas judiciais. Juliana e o ex-companheiro estavam separados desde o início do ano e, em maio, ela conseguiu uma medida protetiva contra ele. Em julho, também houve um pedido de proteção feito pelo filho do casal, que ainda aguardava decisão judicial. Diego Marques Alves, e a atual noiva, Geovana Maria Vieira, foram presos por morte de grávida no Sul do Espírito Santo Arquivo pessoal Investigações A investigação começou depois que o atual companheiro de Juliana registrou o desaparecimento dela na Polícia Civil, na segunda-feira (12). Ao ouvir a mãe da vítima, uma policial recebeu informações sobre uma situação considerada incomum: na madrugada em que desapareceu, a mulher saiu de casa acompanhada do filho para encontrar o ex-companheiro, Diego, que morava no bairro Zumbi. Segundo o relato, Diego inicialmente teria recuado ao perceber que Juliana estava com o menino. Ele então levou os dois de volta para casa, no bairro Rui Pinto Bandeira. Mais tarde, porém, voltou a entrar em contato com a ex-companheira e pediu que ela retornasse ao imóvel sem o filho. Juliana avisou ao menino que encontraria o pai novamente e saiu de casa. Imagens do sistema de videomonitoramento mostraram o veículo do suspeito, um Volkswagen Fusca, seguindo em direção ao bairro Zumbi por volta das 3h20. O veículo voltou a aparecer nas imagens por volta das 5h. Juliana Paulo Pinto estava grávida de 4 meses e foi encontrada morta com corpo carbonizado em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo Arquivo pessoal LEIA TAMBÉM: NORTE DO ES: Grávida é encontrada morta com perfurações de faca no pescoço e companheiro é preso em flagrante VÍDEO: Comerciante morre após caminhão de sorvete avançar sinal e tombar sobre carro na Serra SUL DO ES: Jovem é morto a tiros por homens encapuzados no portão de casa O carro passou por um posto de combustíveis na região da avenida Jones dos Santos Neves, onde o suspeito abasteceu. A atual companheira, Geovana, estava no veículo e sugeriu que fosse colocado mais combustível, sob a justificativa de que o destino ficava longe. Depois, o homem seguiu em direção à região de Monte Líbano, na zona rural da cidade, retornando por volta das 6h e passando pelos bairros São Luís Gonzaga e Coronel Borges, antes de levar a companheira ao Hospital Evangélico. Falso álibi e motivação A princípio, Diego tentou criar um álibi e afirmou à polícia que havia passado a noite acordado porque Geovana estava com problemas de saúde e precisava de atendimento médico. Ele também negou ter encontrado Juliana ou o filho naquela madrugada. A versão foi confrontada com as imagens das câmeras de videomonitoramento e a equipe policial também fez buscas na região de Monte Líbano, onde encontrou o corpo queimado e uma sandália reconhecida por familiares como pertencente à vítima. A perícia constatou que os restos mortais eram de uma pessoa e identificou características compatíveis com Juliana. Segundo a polícia, ainda seria necessário realizar exame de DNA para confirmar formalmente a identidade. Entretanto, no interrogatório, Diego posteriormente confessou o assassinato e afirmou que matou a ex-companheira por causa de desentendimentos e problemas judiciais relacionados às medidas protetivas. O suspeito contou que, quando Juliana chegou ao imóvel, colocou uma música e a imobilizou com um golpe conhecido como 'gravata', até a mulher perder a consciência. Em seguida, Diego golpeou o pescoço da vítima com uma faca. O homem esquartejou o corpo da vítima no banheiro da casa e usou água corrente para lavar o sangue do local. Em seguida, Diego transportou os restos mortais até a localidade rural de Monte Líbano, onde ateou fogo ao corpo. A polícia também identificou imagens em que o suspeito aparece abastecendo o veículo e levantando o capô do Volkswagen Fusca, onde fica o porta-malas deste modelo de carro. Segundo o delegado Vivas, a gravação mostra um pano escondido no compartimento. Noiva é investigada O homem tentou assumir sozinho a responsabilidade pelo crime e afirmou que a atual companheira estava dormindo durante o assassinato. A Polícia Civil, no entanto, suspeita que Geovana tenha participado da ação, já que ela estava dentro do veículo e também tentou forjar um álibi, mandando mensagens e fotos para uma amiga, afirmando que estava em casa no horário do crime. Para o delegado, a primeira tentativa de atrair Juliana para o imóvel foi frustrada pela presença do filho do casal. A polícia informou que não havia, até então, informações sobre violência sexual. A investigação também identificou uma lesão na cabeça da vítima. De acordo com a Polícia Civil, o homem sabia que Juliana estava grávida de quatro meses, mas o ex-casal tinha um histórico de conflitos e agressões, e o crime foi premeditado. O caso Juliana Paulo Pinto estava grávida de 4 meses e foi encontrada morta com corpo carbonizado em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo Arquivo pessoal Juliana Paulo Pinto, de 29 anos, estava grávida de aproximadamente quatro meses e foi vista pela última vez na segunda-feira (12). O corpo dela foi encontrado carbonizado na quarta-feira (14), em uma área rural próxima ao bairro Monte Líbano, onde também foi encontrada uma sandália da vítima. O caso foi descoberto quando o atual companheiro de Juliana registrou o desaparecimento em uma delegacia da cidade. Relatos de familiares também ajudaram na investigação, incluindo o histórico de conflitos entre a vítima e um dos suspeitos, seu ex-companheiro, e ameaças anteriores. A polícia descobriu que, ao contrário da versão apresentada pelo casal, câmeras de um posto de combustíveis apontaram que um veículo usado pelos suspeitos foi visto parando para abastecer na noite em que a gestante desapareceu. Logo depois, o carro seguiu para a região de Monte Líbano. O corpo de Juliana estava em estado avançado de carbonização, segundo a Polícia Civil. Abalados, os familiares da mulher não quiseram falar sobre o caso. “O caso é investigado sob a hipótese de feminicídio, além de outros crimes. Outras informações não serão divulgadas neste momento, a fim de preservar o andamento das investigações”, explicou o titular da DHPP de Cachoeiro de Itapemirim, delegado Felipe Vivas. O casal foi autuado em flagrante por ocultação de cadáver e encaminhado ao sistema prisional, onde segue à disposição da Justiça. Além disso, a autoridade policial representou pela prisão temporária dos dois investigados pelos crimes de feminicídio e aborto sem consentimento. O pedido seguiu para análise do Poder Judiciário. Os nomes dos suspeitos não foram divulgados pela Polícia Civil. Sandália foi encontrada perto de corpo carbonizado de grávida que desapareceu em Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo Divulgação/Polícia Civil Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo