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Indiciado por matar a mulher com banco, homem conhecido como 'Lázaro de Ermida' se escondeu na zona rural por quase 1 ano em MG

Polícia prende suspeito de feminicídio e furtos na zona rural de Divinópolis Por 10 meses, Juares Marques dos Santos, de 51 anos, conseguiu escapar da prisã...

Indiciado por matar a mulher com banco, homem conhecido como 'Lázaro de Ermida' se escondeu na zona rural por quase 1 ano em MG
Indiciado por matar a mulher com banco, homem conhecido como 'Lázaro de Ermida' se escondeu na zona rural por quase 1 ano em MG (Foto: Reprodução)

Polícia prende suspeito de feminicídio e furtos na zona rural de Divinópolis Por 10 meses, Juares Marques dos Santos, de 51 anos, conseguiu escapar da prisão ao adotar um modo de vida que, segundo a Polícia Civil, dificultava sua localização. Ele permanecia pouco tempo em cada lugar e escolhia áreas de mata em regiões rurais para se esconder. Conhecido como “Lázaro de Ermida”, Juares foi preso na manhã de quinta-feira (13), em Santo Antônio do Monte, no Centro-Oeste de Minas. Ele estava foragido desde 2025 e tinha mandados de prisão relacionados a diferentes crimes, entre eles o feminicídio da esposa, Lucélia Batista Silva, de 39 anos. 🔎Ermida é como é conhecido o distrito de Santo Antônio dos Campos, em Divinópolis. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Centro-Oeste de Minas no WhatsApp Segundo o delegado Vivalde Levilesse Ferreira Júnior, a investigação aponta que o comportamento de Juares não começou após o feminicídio. O estilo de vida teria sido adotado em 2006, quando ele foi condenado por tentativa de homicídio contra a ex-mulher. Desde então, Juares passou a permanecer em áreas rurais para se esconder e evitar ser localizado pela polícia. “Durante todos esses anos, ele vivia uma vida de nômade. Não parava em local nenhum. Ficava alguns meses em uma cidade, outros meses em outra”, explicou o delegado. De acordo com Vivalde, Juares passou por 12 cidades de Minas Gerais desde 2006. “Pelo que eu consigo monitorar, ele passou por 12 cidades na linha dele, e todas em região de roça. Todos os locais onde ele morava eram zona rural”, afirmou. Juares Marques dos Santos, de 51 anos foi preso em Santo Antônio do Monte Polícia Militar/ Divulgação Mudança constante dificultava localização A estratégia de mudar de cidade depois de alguns meses dificultava a criação de uma rotina que pudesse ser monitorada pela polícia. A preferência por áreas rurais também dificultava as buscas, principalmente pela extensão dos territórios e pela facilidade de circulação entre propriedades e estradas vicinais. Após o feminicídio investigado pela Polícia Civil, as buscas foram intensificadas. Segundo o delegado, as equipes passaram a utilizar diferentes recursos para tentar identificar os locais onde o foragido poderia estar. Foram usados drones com sensores térmicos, câmeras instaladas em pontos estratégicos e equipes policiais em buscas por áreas rurais. Na véspera da prisão, policiais chegaram a percorrer cerca de 30 quilômetros a cavalo em uma região onde havia indícios de que Juares ainda permanecia escondido. Durante a incursão, foram encontrados rastros que, segundo a polícia, indicavam a presença recente dele. Quatro mandados de prisão Polícia Civil e Polícia Militar falaram em coletiva sobre a prisão de Juares em Santo Antônio do Monte Tv Integração/Reprodução Além do mandado de prisão preventiva relacionado ao feminicídio ocorrido em Divinópolis, Juares tinha outros mandados de prisão, segundo a Polícia Civil. De acordo com o delegado, havia ainda um mandado decorrente de uma condenação e outro relacionado ao roubo de um veículo ocorrido em março. A prisão encerra um período de buscas que mobilizou policiais em diferentes momentos e regiões do Centro-Oeste de Minas. A Polícia Civil também investiga se Juares contou com a ajuda de outras pessoas para permanecer escondido durante o período em que esteve foragido. Feminicídio em Divinópolis Juares foi indiciado pelo feminicídio de Lucélia Batista Silva, de 39 anos. O caso ocorreu em agosto de 2025, em Divinópolis. Na ocasião, segundo a investigação, a mulher foi agredida pelo marido com um banco de madeira e precisou ser hospitalizada em estado grave. Durante a agressão, a vítima pediu que a filha mais nova procurasse ajuda. A criança correu até a casa de vizinhos, que encontraram a mulher caída na cozinha, com um ferimento grave na cabeça. O banco usado na agressão foi apreendido. Na época, a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) apurou que os dois viviam juntos havia cerca de 15 anos. Nesse período, a investigação apontou que Juares já havia sido violento com Lucélia e também com as três filhas, de 13, 11 e 8 anos. Na véspera do crime, o casal discutiu e o suspeito saiu de casa fazendo ameaças. No dia seguinte, ele voltou e atacou Lucélia. Após o crime, Juares fugiu e passou a ser procurado pela Polícia Civil. O caso ganhou repercussão na região diante do histórico atribuído ao suspeito e do longo período em que ele conseguiu permanecer escondido. Com a prisão, a Polícia Civil deverá dar continuidade aos procedimentos relacionados aos crimes pelos quais Juares é investigado e também apurar a possível participação de pessoas que teriam auxiliado na fuga. Juares permanece à disposição da Justiça. LEIA TAMBÉM: Mulher é morta enforcada com fio pelo marido Quem era o idoso que morreu após ser esfaqueado por mulher enquanto andava de bicicleta Mulher é morta pelo ex um mês após separação Delegacia de Polícia Civil de Plantão Divinópolis Polícia Civil/Divulgação VÍDEOS: veja tudo sobre o Centro-Oeste de Minas