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Interior da Bahia ganha protagonismo econômico e industrial

Nova fábrica da Xpert Pack, foi inaugurada em Feira de Santana no final do ano passado Eduardo Andrade_Ascom SDE A economia baiana vive uma transformação est...

Interior da Bahia ganha protagonismo econômico e industrial
Interior da Bahia ganha protagonismo econômico e industrial (Foto: Reprodução)

Nova fábrica da Xpert Pack, foi inaugurada em Feira de Santana no final do ano passado Eduardo Andrade_Ascom SDE A economia baiana vive uma transformação estrutural marcada pela expansão das atividades produtivas para o interior do estado. É o que aponta estudo Desconcentração Produtiva e Interiorização, produzido pelo Observatório da Indústria da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), que analisou a redistribuição do crescimento econômico e industrial nas últimas décadas, que reduz a histórica centralização da atividade econômica na Região Metropolitana de Salvador (RMS). Segundo o levantamento, embora a RMS ainda concentre parcela significativa da atividade industrial da Bahia, sua participação no Produto Interno Bruto (PIB) estadual caiu de forma expressiva entre 2009, quando representava 48,3%, e 2021, atingindo 39,4% do total da economia baiana. Paralelamente, regiões do interior passaram a apresentar crescimento acima da média estadual, impulsionadas pelo agronegócio, logística, construção civil, mineração, energias renováveis e atração de novas indústrias, notadamente os territórios de identidade da Bacia do Rio Grande (região das cidades de Barreiras e Luís Eduardo Magalhães) e Portal do Sertão (região de Feira de Santana). Região oeste de Luis Eduardo Magalhães teve crescimento impulsionado pela agroindustria Foto Diculgação “Essas duas regiões, juntas, aumentaram sua participação no PIB da Bahia em 6,1 pontos percentuais, enquanto os outros 16 territórios de identidade dividiram o restante, equivalente a 4,4 pontos percentuais”, afirma o economista do Observatório da Indústria, Danilo Peres, responsável pelo trabalho. O estudo mostra que o Oeste da Bahia se consolidou como uma das principais fronteiras agroindustriais do país, sustentado pela expansão da produção de soja, milho e algodão. Municípios como Barreiras, LEM e São Desidério vêm atraindo investimentos industriais ligados ao processamento agrícola, armazenagem, logística e geração de energia. Já Feira fortaleceu sua posição estratégica como principal entroncamento rodoviário da Bahia, atraindo grandes empresas industriais como Nestlé, PepsiCo, Pirelli, Belgo Bekaert e Vipal. A diversificação industrial e a localização privilegiada impulsionaram o crescimento do emprego e da atividade econômica regional. Com relação aos empregos, a Indústria de Transformação representa 73,1% do total da região. Vitória da Conquista se onsolidou como importante centro regional de comércio, serviços e produção industrial. Foto Wuiga Rubini_GOVBA Outro polo em destaque é Vitória da Conquista, no sudoeste baiano, que praticamente triplicou o número de empregos industriais entre 2006 e 2024, consolidando-se como importante centro regional de comércio, serviços e produção industrial. O crescimento da construção civil, da indústria alimentícia, do setor de confecções e da produção de móveis tem acompanhado a forte expansão populacional da cidade. Para Danilo Peres, no entanto, é fundamental que esse processo de desconcentração industrial não se apoie em penalizações à RMS, mas sim em políticas públicas que fortaleçam as condições de competitividade dos territórios do interior. “Isso inclui investimentos direcionados em infraestrutura física, educação técnica, inovação tecnológica, crédito produtivo e incentivos fiscais regionalizados, sempre respeitando as vocações e limites de cada região”, pontua.