Janeiro Branco: câncer exige cuidado com saúde mental de pacientes e familiares
Psicóloga Kyslley Urtiga reforça que apoio é fundamental para atravessar o tratamento oncológico. Arquivo O Janeiro Branco chama atenção para um aspecto m...
Psicóloga Kyslley Urtiga reforça que apoio é fundamental para atravessar o tratamento oncológico. Arquivo O Janeiro Branco chama atenção para um aspecto muitas vezes silenciado no tratamento oncológico: a saúde mental. Diante do diagnóstico de câncer, o cuidado emocional é fundamental para enfrentar o sofrimento, reorganizar a vida e atravessar cada etapa do tratamento. De acordo com Kyslley Urtiga (CRP 21/00516), psicóloga da Oncomédica, o impacto emocional do diagnóstico oncológico costuma ser intenso e imediato. “Receber um diagnóstico de câncer exige uma reorganização emocional profunda. Surgem medos, incertezas, tristeza e a necessidade de ressignificar a própria vida. Por isso, cuidar da saúde mental é tão importante quanto tratar o corpo”, afirma. Segundo a psicóloga, sentimentos como o medo da morte e da perda são frequentes, mas nem sempre verbalizados. “Muitos pacientes fingem que está tudo bem, evitam falar sobre o que sentem e acabam carregando um peso emocional muito grande. O silêncio emocional agrava o sofrimento e pode comprometer a saúde mental ao longo do tratamento”, alerta. O acompanhamento psicológico permite que o paciente expresse emoções, compreenda seus limites e enfrente cada fase do tratamento de forma mais saudável. “Falar, chorar e pedir ajuda não é sinal de fraqueza, é parte do processo de cuidado”, reforça. Kyslley Urtiga diz ainda que esse olhar de cuidado deve se estender aos familiares e cuidadores. “O cuidador muitas vezes sofre tanto quanto o paciente. Ele também precisa de orientação e apoio emocional para lidar com a doença, com as frustrações e com as mudanças na rotina”, destaca a psicóloga da Oncomédica. Tratamento também pede atenção à saúde feminina O impacto do tratamento na autoimagem feminina, especialmente em casos de câncer de mama, é outro ponto de atenção. “A perda do cabelo e as alterações no corpo afetam diretamente a autoestima da mulher. O acompanhamento psicológico ajuda na ressignificação do corpo e na reconstrução da identidade durante o tratamento”, explica a profissional. A psicóloga Kyslley Urtiga, que integra a equipe multiprofissional da Oncomédica, clínica oncológica do grupo Med Imagem, destaca que cuidar da saúde mental é parte indissociável do tratamento oncológico. “O trabalho integrado entre psicologia, oncologia e demais especialidades fortalece o cuidado, melhora a adesão ao tratamento e contribui para a qualidade de vida do paciente”, conclui.