Justiça revoga prisão de ex-secretário Rudi Fiorese e outros suspeitos de desvios em contratos no tapa-buracos em Campo Grande
Justiça mantém prisão de alvos da operação Buraco Sem Fim A Justiça revogou, nesta quinta-feira (11), a prisão preventiva do ex-secretário municipal de ...
Justiça mantém prisão de alvos da operação Buraco Sem Fim A Justiça revogou, nesta quinta-feira (11), a prisão preventiva do ex-secretário municipal de Obras de Campo Grande e ex-diretor da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), Rudi Fiorese, e de outros investigados na Operação "Buraco Sem Fim". A decisão foi assinada pelo juiz Waldir Peixoto Barbosa, da 5ª Vara Criminal da capital. Os investigados são acusados de participação em um suposto esquema de fraudes em contratos de tapa-buracos da prefeitura. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp O juiz atendeu aos pedidos apresentados pelas defesas de Erik Antonio Valadão Ferreira de Paula e Fernando de Souza Oliveira e estendeu os efeitos da decisão a Rudi Fiorese, Mehdi Talayeh e ao empresário Antônio Bittencourt Jacques Pedrosa. Na decisão, o magistrado afirmou que a prisão preventiva não deve ser usada como "resposta simbólica" nem como "antecipação de pena". Segundo ele, eventuais riscos ao andamento do processo podem ser reduzidos com medidas cautelares. Com a decisão, os investigados passarão a responder ao processo em liberdade, sob monitoramento e outras medidas determinadas pela Justiça. Os investigados terão de cumprir as seguintes determinações: usar tornozeleira eletrônica por 180 dias; informar previamente qualquer mudança de endereço ou telefone; comparecer a todos os atos do processo. Durante o cumprimento dos mandados de busca e prisão no começo de maio, os investigadores apreenderam cerca de R$ 500 mil em dinheiro nas residências dos suspeitos. Em uma das casas, pertencente a um servidor investigado, foram encontrados R$ 186 mil em espécie. Todos os sete investigados na Operação 'Buraco Sem Fim' continuarão presos preventivamente. Eduardo Almeida/ TV Morena Relembre o caso Ex-secretário de obras de Campo Grande é preso em operação contra desvios no tapa-buracos A Operação "Buraco Sem Fim", deflagrada em maio de 2026 pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), investiga um suposto esquema de fraudes em contratos de manutenção viária e tapa-buracos em Campo Grande entre 2018 e 2025. Segundo o Ministério Público, os investigados manipulavam planilhas e medições para que a prefeitura pagasse por serviços que não teriam sido executados ou que teriam sido realizados apenas parcialmente. A investigação aponta que a Construtora Rial, principal empresa citada no caso, recebeu mais de R$ 113 milhões em contratos e aditivos que estão sob apuração. O que apontam as investigações De acordo com o Ministério Público, Rudi Fiorese atuava como o "elo político" do suposto esquema. A investigação sustenta que ele utilizava sua influência para beneficiar empresários em troca de vantagens financeiras. Entre os outros investigados estão Edvaldo Aquino, ex-coordenador do serviço de tapa-buracos, e Mehdi Talayeh, engenheiro da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep). Segundo o MPMS, eles teriam participado das irregularidades relacionadas às medições dos serviços. O caso teve grande repercussão por envolver contratos de manutenção das ruas da capital e porque alguns dos investigados já haviam sido alvos da Operação "Cascalhos de Areia", deflagrada em 2023 para apurar suspeitas de irregularidades em obras de vias não pavimentadas. Veja vídeos de Mato Grosso do Sul: