Laboratório registra cinco pequenos tremores na região da Falha de Samambaia no RN
Falha de Samambaia atravessa municípios no Agreste do RN Sérgio Henrique Santos/Inter TV Cabugi O Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Gra...
Falha de Samambaia atravessa municípios no Agreste do RN Sérgio Henrique Santos/Inter TV Cabugi O Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LabSis/UFRN) registrou cinco tremores na região da Falha de Samambaia, no Rio Grande do Norte, nesta sexta-feira (11). Três deles tiveram magnitudes consideradas mais expressivas, de 1.6 mR e 1.8 mR. O primeiro tremor registrado ocorreu às 2h03, no horário de Brasília, em Bento Fernandes, com magnitude preliminar de 1.6 mR. Às 4h55, um segundo evento, de 1.8 mR, foi registrado em Poço Branco. O terceiro tremor de maior magnitude ocorreu às 11h08, novamente em Bento Fernandes, também com 1.8 mR. Além desses, o LabSis registrou outros dois eventos, às 4h49 e às 4h59, ambos com magnitude inferior a 1 mR, que não são contabilizados pelo LabSis. 📳 Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp Segundo o professor Aderson Nascimento, coordenador do LabSis/UFRN, até o momento não há relatos de que os tremores tenham sido sentidos pela população. Tremores registrados nesta sexta-feira na Falha de Samambaia LabSis/UFRN Veja os horários e magnitudes 05h03: Bento Fernandes — 1,6 mR 07h49: < 1 mR 07h55: Poço Branco — 1,8 mR 07h59: < 1 mR 14h08: 1,8 mR "O LabSis segue monitorando continuamente os registros de atividade sísmica, bem como eventos associados à ação humana (como detonações e queda de objetos espaciais), no RN e em toda a região Nordeste do Brasil. Os parâmetros divulgados são preliminares e poderão ser atualizados em boletins posteriores", informou o laboratório. LEIA TAMBÉM: João Câmara, 'Terra dos Abalos': maior terremoto do RN completa 40 anos Abalos de JC transformaram a sismologia no Brasil Como a cidade se reconstruiu após maior terremoto do RN Falha de Samambaia A Falha de Samambaia é uma grande fratura nas rochas abaixo do solo e considerada a maior estrutura geológica ativa conhecida no Brasil. A falha tem 38 km de comprimento por cerca de 4 km de largura e atravessa os municípios de Parazinho, João Câmara, Poço Branco e Bento Fernandes. A profundidade varia entre 1 e 9 km. Próximo a ela se encontra a falha geológica de Poço Branco, que apesar de ser bem menor também contribui para a ocorrência de alguns tremores na região. Ao longo de milhões de anos, os blocos de rocha dos dois lados dessa fissura acumulam lentamente tensões provocadas pelos movimentos naturais da Terra. Quando essa pressão ultrapassa o limite que a rocha suporta, ocorre um deslocamento repentino, liberando uma grande quantidade de energia em forma de ondas sísmicas. João Câmara, 'Terra dos Abalos': maior terremoto do RN completa 40 anos e mudou a sismolog