cover
Tocando Agora:

Lula sanciona criação de fundo para reunir recursos destinados ao sistema de Justiça

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta sexta-feira (4) a lei que cria o Fundo do Sistema de Justiça. Na prática, o fundo funciona como u...

Lula sanciona criação de fundo para reunir recursos destinados ao sistema de Justiça
Lula sanciona criação de fundo para reunir recursos destinados ao sistema de Justiça (Foto: Reprodução)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta sexta-feira (4) a lei que cria o Fundo do Sistema de Justiça. Na prática, o fundo funciona como uma espécie de conta para reunir recursos arrecadados pelas instituições do sistema de Justiça, como por exemplo, os valores pagos em custas judiciais e as taxas cobradas em processos. Esse dinheiro será usado para financiar ações voltadas à ampliação do acesso da população à Justiça. Entre elas estão mutirões e programas de Justiça itinerante, que levam atendimento a regiões onde há maior dificuldade de acesso aos serviços judiciais. Os recursos também poderão ser destinados a melhorias na infraestrutura e no funcionamento dos órgãos do sistema de Justiça. Agora no g1 O objetivo também é fortalecer especialmente a Defensoria Pública da União (DPU), responsável por prestar assistência jurídica gratuita a pessoas que não têm condições de pagar por um advogado. Com o fundo, o dinheiro arrecadado também será reajustado todos os anos com base na Taxa Selic. A intenção é garantir uma fonte permanente de recursos para financiar e ampliar serviços do sistema de Justiça. A proposta foi aprovada pelo Congresso Nacional no mês passado. Presidente Lula, candidato à reeleição pelo PT, participa de anúncio de programa para zerar a fila do INSS Jornal Nacional/ Reprodução Presidente do STF Durante o evento, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, destacou a importância do diálogo entre as instituições e afirmou que a destinação de recursos ao sistema de Justiça contribuirá para ampliar a eficiência do Judiciário e melhorar o atendimento à população. Fachin disse que os recentes acontecimentos envolvendo o Supremo serão tratados com respeito à Constituição, ao devido processo legal e às garantias constitucionais. Segundo ele, os fatos estão sendo apurados e as instituições precisam ser preservadas, especialmente em momentos de maior tensão. "O que é certo será feito, no tempo e pela forma que a ordem jurídica exige. Nenhuma autoridade está acima da Constituição, nenhum poder está acima da lei e nenhum interesse circunstancial pode se sobrepor ao Estado Democrático de Direito", afirmou. O presidente do STF também declarou que a gravidade dos fatos não autoriza "atalhos" e que a Corte atuará sem precipitação, mas também sem omissão. "A resposta institucional será firme e rigorosa", disse. Fachin afirmou ainda que os acontecimentos recentes reforçam a necessidade de medidas já previstas para sua gestão, entre elas a adoção de um código de ética para o Judiciário, a modernização da Justiça e o encerramento do chamado inquérito das fake news. A declaração ocorre em meio à crise enfrentada pelo Supremo após a divulgação de mensagens envolvendo ministros da Corte e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, investigado no caso Banco Master. Nos últimos dias, o episódio elevou a tensão interna no tribunal e levou Fachin a defender providências para preservar a credibilidade das instituições e a confiança da sociedade no sistema de Justiça.