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Médico preso no PR por montar 'apartamento' em hospital ameaçou torturar filha e matar marido de secretária de saúde, diz MP

Médico é preso no Noroeste suspeito de ameaça e perseguição O médico Rodrigo Felipe Amparado ameaçou torturar a filha e matar o marido da atual secretár...

Médico preso no PR por montar 'apartamento' em hospital ameaçou torturar filha e matar marido de secretária de saúde, diz MP
Médico preso no PR por montar 'apartamento' em hospital ameaçou torturar filha e matar marido de secretária de saúde, diz MP (Foto: Reprodução)

Médico é preso no Noroeste suspeito de ameaça e perseguição O médico Rodrigo Felipe Amparado ameaçou torturar a filha e matar o marido da atual secretária de saúde de Itaúna do Sul, no Noroeste do Paraná. As informações são do Ministério Público, que o denunciou pelos crimes de ameaça, dano emocional à mulher, perseguição, tortura e peculato. Ele foi investigado pelo órgão por se apropriar de uma sala do Hospital Municipal e a transformar em um quarto para ele e a esposa — que atua como coordenadora de enfermagem na unidade — durante os plantões. Segundo o MP, o médico passou a perseguir a secretária de Saúde e familiares dela depois que ela soube das irregularidades e tentou corrigi-las. O g1 procurou a defesa de Rodrigo e da esposa para se manifestar sobre a denúncia, mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem. Ele está preso preventivamente na cadeia pública de Nova Londrina desde o dia 17 de junho. A esposa não teve o nome divulgado e não foi presa. ✅ Siga o canal do g1 Maringá e Região no WhatsApp A investigação contra Rodrigo começou depois que o MP recebeu denúncias de outros servidores. Conforme os relatos, as irregularidades aconteceram entre março e maio de 2026. Em depoimentos colhidos durante a investigação, servidores do hospital disseram que o médico instaurou "um ambiente de constantes arbitrariedades, submetendo uma das vítimas a ameaças, humilhações, perseguições e vigilância permanente". Um dos servidores relatou ao MP que a rotina no trabalho com Rodrigo era como um “filme de terror". Outro funcionário disse que o médico perseguiu até mesmo familiares dele, quando o relato de irregularidades foi feito. Rodrigo Felipe Amparado é concursado e usou sala de hospital como quarto. Reprodução Na data da prisão de Rodrigo, o advogado dele, Manoel Neto, enviou uma nota ao g1 negando as acusações. Ele considerou a prisão do médico como "desproporcional" e informou que pediu a revogação. Leia a nota na íntegra abaixo. A esposa do médico também foi denunciada pelos crimes de peculato e prevaricação. Segundo o MP, ela tinha o dever legal de impedir ou reportar a conduta de Rodrigo, mas teria se omitido diante dos crimes. A Promotoria de Justiça de Nova Londrina pediu ainda que ela seja afastada do cargo. Segundo o MP, o caso segue em sigilo. Leia também: Triste coincidência: repórter vai cobrir atropelamento e descobre que vítima era tio dele Cenipa investiga: aeronave cai em área rural do Paraná Descaminho: depósito de eletrônicos irregulares é encontrado pela PF em escritório de advocacia Médico fez quarto em centro-cirúrgico A sala onde Rodrigo montou o quarto era usada originalmente como centro-cirúrgico. No cômodo, ele colocou uma cama, um guarda-roupas e uma televisão. Além dos móveis, o médico guardava camisetas, cobertores e outros itens pessoais. Até mesmo uma toalha com o nome dele bordado e um massageador foram encontrados. Veja as imagens abaixo. Quarto montado por médico no Hospital Municipal de Itaúna do Sul. Reprodução Roupas e toalha guardadas no quarto montado do hospital. Reprodução O g1 apurou que Rodrigo é concursado em Itaúna do Sul e também atende no hospital municipal de Nova Londrina. No caso desta segunda cidade, não há informações sobre irregularidades ou crimes. O registro dele no Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) estava ativo até a última atualização desta reportagem. Município disse que colabora com as investigações Em nota enviada à RPC, a prefeitura de Itaúna do Sul disse que colabora com as investigações e que os atendimentos seguem no local. Leia na íntegra: "O Município de Itaúna do Sul tomou conhecimento das medidas judiciais cumpridas nesta data no âmbito de investigação conduzida pelo Ministério Público do Estado do Paraná envolvendo profissional que presta serviços junto ao Hospital Municipal. A Administração Municipal respeita a atuação do Ministério Público, do Poder Judiciário e dos demais órgãos responsáveis pela apuração dos fatos, reconhecendo a importância do trabalho institucional desempenhado por cada uma dessas entidades. O Município tem prestado e continuará prestando todas as informações e esclarecimentos que forem solicitados pelas autoridades competentes, colaborando integralmente para o regular desenvolvimento dos procedimentos em andamento. Por se tratar de investigação ainda em curso, a Administração Municipal entende que este é o momento de permitir que os fatos sejam apurados com a necessária cautela, imparcialidade e observância das garantias legais aplicáveis a todos os envolvidos. A atual gestão permanece concentrada na manutenção e no aprimoramento dos serviços públicos de saúde, assegurando a continuidade do atendimento à população e o adequado funcionamento das atividades desenvolvidas pelo Hospital Municipal. O Município acompanhará os desdobramentos do caso e adotará, no âmbito de suas competências legais e administrativas, as providências que eventualmente se mostrarem necessárias a partir dos elementos oficialmente apurados pelas autoridades competentes." Posicionamento da defesa de Rodrigo Procurada novamente pelo g1 nesta segunda-feira (22), a defesa do médico não respondeu até a ultima atualização desta reportagem. Na data da prisão, o advogado emitiu a seguinte nota: "Manoel Neto, advogado do médico, informa que seu constituinte nega veementemente todas as acusações que lhe são imputadas, as quais serão devidamente esclarecidas no curso da investigação. Entende, ainda, que as apurações encontram-se em estágio inicial, sendo prematura qualquer conclusão acerca dos fatos narrados. A defesa também considera desproporcional a decretação da prisão preventiva, especialmente diante das circunstâncias concretas do caso e da ausência dos requisitos que a justifiquem. Por fim, informa que já foram adotadas as medidas judiciais cabíveis visando à revogação da prisão e ao restabelecimento da liberdade do investigado, confiando que os fatos serão analisados com a necessária imparcialidade e observância das garantias constitucionais." VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná.