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Menos chuva no Sudeste afeta rios que alimentam Sistema Cantareira

Sistema Cantareira está em nível crítico, abaixo dos 20% O principal reservatório da Grande São Paulo está operando em nível crítico por causa do baixo ...

Menos chuva no Sudeste afeta rios que alimentam Sistema Cantareira
Menos chuva no Sudeste afeta rios que alimentam Sistema Cantareira (Foto: Reprodução)

Sistema Cantareira está em nível crítico, abaixo dos 20% O principal reservatório da Grande São Paulo está operando em nível crítico por causa do baixo volume dos rios. É uma consequências das chuvas irregulares no Sudeste na última década. A represa Jaguari/Jacareí é a maior do sistema canteira, que abastece 30% da população da Grande São Paulo. A terra rachada é reflexo do volume muito baixo. Os passeios de barco diminuíram e a renda do marinheiro Alex Araújo dos Santos caiu. "Meu serviço caiu 20%, 30% nesse período agora. Para ele voltar a encher, tem que chover bastante para o solo encharcar, para a represa começar a subir"", afirma. Só que no último mês, a quantidade de água que entrou nas represas não chegou a metade da média. A época chuvosa no Sudeste vai de outubro a março, e ter os mananciais cheios é importante não só para agora, mas também para recarregar os reservatórios para o resto do ano. Desde a crise hídrica de 2014, o período chuvoso de outubro a dezembro vem registrando índices irregulares de chuva. E o de 2025 foi um dos mais críticos, superou 50 dias de estiagem. Até o fim do verão, o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Natuais - o Cemaden - prevê que a vazão dos rios que alimentam o Sistema Cantareira deve ficar abaixo da média histórica. Mesmo que chova o normal para os próximos dois meses e meio. A empresa de Saneamento Básico de São Paulo, a Sabesp, afirma que trabalha na preservação das fontes de água e que fez obras para interligar os sete mananciais de São Paulo. A mais recente já busca água a 60 quilômetros da capital. O objetivo é alimentar o volume do Sistema Alto Tietê, para socorrer o Cantareira. Só que a solução definitiva vem do céu. “Nós não fabricamos a água, a gente trata a água. Dependemos muito que as chuvas realmente tenham uma regularidade para poder abastecer os nossos reservatórios. E estamos buscando novas alternativas, para que a gente possa abastecer e economizar o máximo possível dentro do Cantareira, que esse é o grande foco que a gente tem”, afirma Marco Barros, diretor regional da Sabesp. A rede de pesquisadores do Observatório das Águas afirma que o sistema de abastecimento de São Paulo está mais preparado para tempos de escassez, mas diz que é preciso fazer ainda mais. “O sistema está mais robusto, mas outras medidas estruturantes são fundamentais que sejam adicionadas, como o reuso, a recuperação dos nossos mananciais, das nossas nascentes e a despoluição da água, é fundamental para ampliar a segurança hídrica”, afirma Samuel Barreto, membro do Observatório das Águas.