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MP denuncia 16 pessoas por integrar 'núcleo político' do CV no AM; ex-chefe de gabinete de David Almeida fica de fora

Operação apura organização criminosa do Comando Vermelho com núcleo político no Amazonas Lucas Macedo/g1 AM O Ministério Público do Amazonas (MPAM) denu...

MP denuncia 16 pessoas por integrar 'núcleo político' do CV no AM; ex-chefe de gabinete de David Almeida fica de fora
MP denuncia 16 pessoas por integrar 'núcleo político' do CV no AM; ex-chefe de gabinete de David Almeida fica de fora (Foto: Reprodução)

Operação apura organização criminosa do Comando Vermelho com núcleo político no Amazonas Lucas Macedo/g1 AM O Ministério Público do Amazonas (MPAM) denunciou 16 pessoas investigadas por integrar um "núcleo político e financeiro" da facção criminosa Comando Vermelho (CV) no estado. A denúncia foi apresentada após a operação deflagrada em fevereiro, que apura crimes como organização criminosa, tráfico de drogas, corrupção e lavagem de dinheiro. A ex-chefe de gabinete da Prefeitura de Manaus, Anabela Cardoso, não foi denunciada nesta fase da investigação. A operação foi realizada no Amazonas e em outros seis estados. Na época, 14 pessoas foram presas, sendo oito no estado. A ação também resultou na apreensão de carros de luxo, dinheiro em espécie e documentos. Segundo denúncia do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), obtida pelo g1, a organização mantinha uma estrutura considerada "profissional" para dificultar a atuação das autoridades. Os promotores afirmam que o esquema contava com a participação de um servidor do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), suspeito de repassar informações sigilosas sobre processos. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp "Tal estrutura demonstra a existência de uma engrenagem profissional voltada à neutralização da atuação estatal e à proteção dos interesses do Comando Vermelho", diz trecho da denúncia. Polícia Civil mira núcleo político do Comando Vermelho no Amazonas O documento também informa que a policial civil Anabela Cardoso Freitas e outras sete pessoas não foram incluídas na denúncia porque as investigações sobre a participação delas ainda continuam. O Ministério Público destacou que a exclusão nesta etapa não significa arquivamento do caso e que novas denúncias podem ser apresentadas caso surjam outras provas. Por esse motivo, os promotores recomendaram que a prisão preventiva dos investigados seja revogada e substituída por medidas cautelares. Veja quais são: Comparecimento periódico em juízo para informar atividades e atualizar endereço; Proibição de contato com os demais investigados no processo; Proibição de deixar a Comarca de Manaus sem autorização prévia; Uso de monitoramento eletrônico (tornozeleira), visando evitar que os investigados se coloquem em local incerto. ➡️ O que diz o MP sobre os denunicados Liderança e Núcleo Central Segundo o MP, Allan Kleber Bezerra Lima é apontado como líder da organização criminosa. A investigação afirma que ele comandava o tráfico interestadual de drogas e usava "laranjas", incluindo a própria mãe, para movimentar recursos e ocultar patrimônio. Adriana Almeida Lima, descrita como advogada ligada ao grupo, é acusada de atuar na cooptação de agentes públicos e no pagamento de propinas para obtenção de informações sigilosas. O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificou movimentações de cerca de R$ 210 mil relacionadas ao esquema, segundo o MP. Núcleo jurídico e infiltração no Judiciário Núbia Rafaela Silva de Oliveira é apontada como responsável pelo núcleo jurídico da facção. Conforme a denúncia, ela usava conhecimento técnico para orientar integrantes da organização criminosa. Já Izaldir Moreno Barros, auxiliar judiciário e motorista do Tribunal de Justiça do Amazonas, é acusado de repassar informações sigilosas e antecipar movimentações da Justiça em troca de propina. Lucila Meireles Costa é descrita como responsável por operacionalizar pagamentos destinados ao servidor investigado. Núcleo financeiro e lavagem de dinheiro Antônia Fabiane Silva Pinho, segundo os promotores, administrava a empresa A.F.S. Pinho Ltda, usada para movimentar recursos do tráfico de drogas. A denúncia aponta que ela movimentou mais de R$ 420 mil, valor incompatível com a renda declarada. Patrícia Chagas Bezerra, mãe de Allan Kleber, é suspeita de atuar na ocultação de patrimônio ilícito. Conforme a investigação, ela admitiu que a empresa Expresso Norte Log Transportes LTDA, com nome fantasia S & D Vans Locações, foi registrada em seu nome, mas não possuía sede física nem frota. Luana Ferreira Tavares também é citada na denúncia por participação em movimentações financeiras suspeitas e por suposto envolvimento em crimes como tráfico de drogas e extorsão mediante sequestro. Outros denunciados Também foram denunciados: Messias Daniel da Silva Alves; Bruno Alexandre da Silva Candeira; Josafá de Figueiredo Silva; Osimar Vieira Nascimento; Bruno Renato Gatinho Araújo; Ronilson Xisto Jordão; Daniel da Silva Sansereth; Carlos Victor Viera da Silva. O g1 tenta localizar a defesa de todos os denunciados. O que se sabe e o que falta saber sobre a operação contra 'núcleo político' do Comando Vermelho no Amazonas Facções transformam crimes ambientais em nova fronteira do poder no Amazonas Empresas de fachada, apoio de servidores e acesso a informações sigilosas: como era a estrutura do CV voltada ao tráfico no AM Operação Erga Omnes As denúncias apresentadas pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM) têm como base as investigações da Operação Erga Omnes, deflagrada em 20 de fevereiro, que cumpriu mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão no Amazonas e em outros estados. A ação resultou na prisão de investigados e na apreensão de carros de luxo, dinheiro em espécie e documentos. Segundo a polícia, nove suspeitos seguem foragidos, incluindo o apontado como líder do grupo. Entre os elementos citados estão a apreensão de 523 tabletes de skunk e sete fuzis, que deram origem às investigações, além de relatórios de inteligência financeira que apontam movimentação considerada atípica superior a R$ 70 milhões. A Justiça também apontou risco à ordem pública e à investigação, destacando que o grupo teria atuação interestadual e capacidade financeira e operacional significativa. Segundo as autoridades, há ainda indícios de tentativa de infiltração em estruturas do Estado para obter informações sigilosas sobre investigações. INFOGRÁFICO - Operação contra 'núcleo político' do CV no Amazonas [VALE ESTE] g1