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MPF pede prisão preventiva de PM acusado de matar estudante de medicina em hotel de SP

Estudante de Medicina Marco Aurélio e o pai Reprodução/Arquivo pessoal O Ministério Público Federal (MPF) se manifestou a favor da prisão preventiva do po...

MPF pede prisão preventiva de PM acusado de matar estudante de medicina em hotel de SP
MPF pede prisão preventiva de PM acusado de matar estudante de medicina em hotel de SP (Foto: Reprodução)

Estudante de Medicina Marco Aurélio e o pai Reprodução/Arquivo pessoal O Ministério Público Federal (MPF) se manifestou a favor da prisão preventiva do policial militar Guilherme Augusto Macedo, réu pela morte do estudante de medicina Marco Aurélio Cardenas Acosta, de 22 anos, após um desentendimento envolvendo o retrovisor de uma viatura, em novembro de 2024. Em parecer enviado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) em 9 de outubro de 2026, o órgão argumentou que a gravidade concreta da conduta e o risco à ordem pública justificam a prisão. Em fevereiro de 2026, a Justiça de São Paulo determinou que os policiais sejam levados a júri popular. A data do julgamento ainda será definida. O documento, assinado pelo subprocurador-geral da República José Elaeres Marques Teixeira, sustenta que o policial perseguiu o jovem a pé depois que ele deu um tapa no retrovisor da viatura, sem causar danos materiais ao veículo. Segundo o parecer, a vítima procurou abrigo no saguão do hotel onde estava hospedada, mas foi alcançada pelo policial e por outro agente. De acordo com a descrição dos fatos apresentada no documento, o jovem estava desarmado e sem camisa e não representava risco concreto à integridade física dos policiais. Mesmo assim, permaneceu sob a mira de uma arma de fogo. PM que matou estudante de medicina em SP contou versões diferentes do crime Na sequência, o outro policial que estava no local, Bruno Carvalho do Prado, deu um chute na vítima e caiu no chão após perder o equilíbrio. Nesse momento, o PM acusado efetuou um disparo à queima-roupa contra o abdômen do jovem. O tiro provocou lesões viscerais fatais, conforme o parecer. Para o MPF, as circunstâncias indicam que o caso ultrapassou uma atuação policial excessiva ou inadequada. O órgão destacou o uso de uma arma institucional contra uma pessoa desarmada, sem ameaça concreta que justificasse o disparo e após um desentendimento considerado desproporcional à reação empregada. MPF contesta decisão que manteve medidas alternativas O MPF defendeu que o caso pode ser analisado pelo tribunal sem a necessidade de reexaminar as provas, uma vez que a dinâmica do crime já está descrita nas decisões das instâncias anteriores. Para o órgão, a discussão envolve a aplicação da lei sobre os requisitos da prisão preventiva. O documento também contesta o entendimento de que as condições pessoais favoráveis do policial seriam suficientes para afastar a necessidade da prisão. Entre os fatores considerados anteriormente estavam a primariedade, a residência fixa e o afastamento temporário das atividades de patrulhamento ostensivo. Na avaliação do MPF, essas circunstâncias não eliminam o risco à ordem pública diante da gravidade do caso e da forma como o crime foi cometido. O órgão também considerou insuficientes as medidas cautelares alternativas à prisão, levando em conta o uso da arma de fogo institucional e as circunstâncias do disparo fatal. Ao final, o Ministério Público Federal pediu que o STJ conheça e dê provimento ao agravo regimental e ao recurso especial, com a decretação da prisão preventiva do policial, com base no artigo 312 do Código de Processo Penal. Após o parecer do MPF, cabe ao STJ decidir sobre o pedido de prisão.