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MPRJ denuncia dois policiais militares pela morte do menino Eduardo de Jesus no Complexo do Alemão

O menino Eduardo, morto no Alemão em 2015 Reprodução A 1ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Especializada do Núcleo Rio de Janeiro denunciou, ...

MPRJ denuncia dois policiais militares pela morte do menino Eduardo de Jesus no Complexo do Alemão
MPRJ denuncia dois policiais militares pela morte do menino Eduardo de Jesus no Complexo do Alemão (Foto: Reprodução)

O menino Eduardo, morto no Alemão em 2015 Reprodução A 1ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Especializada do Núcleo Rio de Janeiro denunciou, nesta sexta-feira (26), os policiais militares Rafael de Freitas Monteiro Rodrigues e Marcus Vinicius Nogueira Bevitori pelo homicídio qualificado de Eduardo de Jesus Ferreira, de 10 anos. O menino foi atingido por um tiro de fuzil durante uma ação policial no Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio, em abril de 2015, enquanto brincava com um celular. De acordo com o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), o crime foi praticado mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, que estava sentada na entrada de sua casa, na localidade conhecida como Ping Pong. Ainda segundo a denúncia, os disparos foram efetuados a uma distância de aproximadamente quatro metros, tendo Eduardo sido atingido pelas costas. A Promotoria pediu para que os denunciados sejam submetidos a julgamento pelo Tribunal do Júri e condenados ao pagamento de indenização mínima de R$ 1 milhão pelos danos causados. Caso do menino Eduardo, morto há 10 anos no Alemão, pode ter nova reconstituição O processo contra os policiais chegou a ser arquivado em 2016. Na época, o inquérito da Polícia Civil concluiu que os policiais agiram em legítima defesa, trocavam tiros com bandidos e balearam Eduardo acidentalmente, apesar de testemunhas terem dito o contrário. Mas o caso foi reaberto em 2024. A mãe do Eduardo, Terezinha Maria de Jesus, foi a responsável por trazer luz ao caso novamente. Ela conversou com o RJ2 em 2024 sobre a reabertura. "Consegui 43 vídeos que me ajudaram muito também nesse desafio do processo e uma testemunha chave que não posso falar nome ,mas ela viu tudo o que aconteceu com meu filho. Na época, ficou com muito medo e era menor. Passaram 8 anos, ela com aquilo na mente. Ela disse que não dormia mais, só pensando, e principalmente, quando via nas reportagens pedindo Justiça pra Eduardo. Ela resolveu me procurar", acrescenta. Após saber que a denúncia foi protocolada, Terezinha disse ao g1 que "a ficha ainda não tinha caído": "A gente espera há tanto tempo que a gente não acredita que é verdade quando chega", relatou ela, que espera que agora a justiça será feita, 11 anos depois da morte do filho. "Eu já estou cansada de tanta luta, mas continuo porque a gente não pode parar de lutar", pontuou. "Tiraram a vida do meu filho e acharam que ia ficar por isso mesmo, mas eu estou aqui para lutar por justiça por meu Eduardo". 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop.