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Mureta cede em córrego do bairro Industrial, que aguarda obras após tragédia em Juiz de Fora

Mureta do Córrego Humaitá, no bairro Industrial, cedeu e tem preocupado moradores Juliana Netto/g1 Quase quatro meses após a tragédia causada pelas chuvas, ...

Mureta cede em córrego do bairro Industrial, que aguarda obras após tragédia em Juiz de Fora
Mureta cede em córrego do bairro Industrial, que aguarda obras após tragédia em Juiz de Fora (Foto: Reprodução)

Mureta do Córrego Humaitá, no bairro Industrial, cedeu e tem preocupado moradores Juliana Netto/g1 Quase quatro meses após a tragédia causada pelas chuvas, que causou 66 mortes e deixou várias ruas do bairro Industrial debaixo d´água, ainda não foram iniciadas as obras de macrodrenagem anunciadas pela Prefeitura de Juiz de Fora para o Córrego Humaitá. O investimento de quase 90 milhões foi anunciado no dia 27 de fevereiro, pelo novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), quatro dias depois do desastre climático. O projeto prevê um conjunto de intervenções de grande porte destinadas a escoar grandes volumes de água da chuva. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Zona da Mata no WhatsApp Com as chuvas recentes neste mês de junho, a mureta em uma das margens da avenida Lúcio Bittencourt cedeu e deixou detritos acumulados no córrego. A situação preocupa moradores, que temem que novas precipitações provoquem o entupimento da saída da água para o Rio Paraibuna, causando alagamentos no bairro, ou até comprometimento da estrutura da via. Questionada, a prefeitura informou que a obra tem previsão de ser iniciada em julho. Os trabalhos devem começar “exatamente pelo local afetado” e devem ser concluídos até o fim do ano. Já o prazo para toda a invervenção é de até 27 meses. O local segue sendo monitorado pela Defesa Civil e pela Secretaria de Obras, ainda segundo a prefeitura. Rua Cônego Roussin, no bairro Industrial, em Juiz de Fora, alagada após as chuvas de fevereiro Juliana Netto/g1 Fases da obra de macrodrenagem Entre 2023 e 2024, o Córrego Humaitá passou pela primeira fase das obras de prevenção a alagamentos, realizada pela Prefeitura. Foram oito meses de trabalhos, inclusive com o fechamento do Acesso Norte, com custeio de R$ 6,4 milhões. Em fevereiro deste ano, a prefeitura anunciou a segunda fase do projeto, que prevê investimento total de quase R$ 90 milhões. Os serviços serão assim divididos: Chuva deixou alagado parte do bairro Industrial, em Juiz de Fora TV Integração/Arquivo 1. A primeira frente contempla a canalização e a recanalização do córrego Humaitá que corta o bairro, no trecho entre a linha férrea e o Acesso Norte, com a construção de uma estrutura semelhante ao muro do Rio Paraibuna. Também está previsto o alteamento das margens para evitar o transbordamento e o retorno da água para as residências. 2. A segunda etapa envolve a reformulação completa da rede de microdrenagem e a separação do sistema de esgoto, com o objetivo de prevenir o refluxo pelas bocas de lobo. A água será direcionada a um reservatório de amortecimento, onde permanecerá armazenada até que o nível do Rio Paraibuna permita o bombeamento. No local, também será construído um parque linear, com a proposta de beneficiar a comunidade e a cidade como um todo. 3. A terceira fase prevê a requalificação urbanística do bairro, com foco nos impactos das intervenções. Estão previstas a repavimentação integral das vias, a reconstrução das calçadas, a implantação de jardins de chuva e de calçadas drenantes. LEIA TAMBÉM: Prefeitura inicia vistorias em imóveis para obras de macrodrenagem no bairro Industrial, em Juiz de Fora Tragédia com mais de 70 mortos na Zona da Mata mineira é o 4º maior desastre por chuvas no Brasil nos últimos dez anos ASSISTA TAMBÉM: Prefeitura firma 30 contratos sob regime de calamidade pública em Juiz de Fora Prefeitura firma 30 contratos sob regime de calamidade pública em Juiz de Fora VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campos das Vertentes