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PF aguarda depoimento de Daniel Vorcaro nesta quinta em investigação sobre ataques ao BC

A Polícia Federal (PF) aguarda para esta quinta-feira (20) o depoimento do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, no inquérito que investiga uma s...

PF aguarda depoimento de Daniel Vorcaro nesta quinta em investigação sobre ataques ao BC
PF aguarda depoimento de Daniel Vorcaro nesta quinta em investigação sobre ataques ao BC (Foto: Reprodução)

A Polícia Federal (PF) aguarda para esta quinta-feira (20) o depoimento do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, no inquérito que investiga uma suposta campanha de ataques ao Banco Central (BC) nas redes sociais. Segundo interlocutores, o depoimento deve ser realizado por videoconferência. Atualmente, Vorcaro está preso no Centro de Detenção Provisória II (CDP II), no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. A unidade é conhecida informalmente como "Papudinha" e abriga presos provisórios, ou seja, que ainda aguardam julgamento definitivo. A investigação ganhou novos contornos em julho, quando a Polícia Federal afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) ter identificado um esquema de contratação de influenciadores e jornalistas para publicar conteúdos favoráveis ao Banco Master e questionar decisões do Banco Central. Segundo a investigação, as ofertas chegavam a R$ 2 milhões. O depoimento de Vorcaro ocorre no âmbito da apuração sobre o chamado "Projeto DV", nome atribuído pela PF ao plano que, segundo os investigadores, foi criado para promover campanhas de influência em defesa do banqueiro e do Banco Master. Agora no g1 PF aponta oferta de até R$ 2 milhões Em decisão que autorizou uma operação contra o publicitário Thiago Miranda Silva, apontado pela PF como articulador do esquema, o ministro André Mendonça afirmou que os elementos reunidos pela investigação indicam uma estrutura organizada para influenciar debates públicos e pressionar adversários do grupo. Segundo a PF, influenciadores recebiam propostas para publicar conteúdos defendendo o Banco Master e criticando o Banco Central. Em alguns casos, os contratos poderiam chegar a R$ 2 milhões. A investigação aponta que os alvos precisavam assinar acordos de confidencialidade antes mesmo de conhecer os detalhes da proposta. Os documentos previam multa de R$ 800 mil em caso de quebra de sigilo. Daniel Vorcaro Jornal Nacional/ Reprodução De acordo com a Polícia Federal, pessoas que recusavam participar do projeto também passaram a ser monitoradas. Os investigadores afirmam que integrantes do grupo utilizavam informações privadas obtidas de maneira irregular para pressionar e intimidar jornalistas, empresários e outras pessoas consideradas obstáculos aos interesses de Vorcaro. Os investigadores buscam esclarecer qual foi o nível de participação de Vorcaro na criação, financiamento e execução do chamado Projeto DV. A expectativa é que a PF questione o banqueiro sobre os recursos utilizados para financiar as campanhas e a contratação de influenciadores. O caso tramita no STF e é acompanhado por ministros da Corte desde a abertura das investigações relacionadas ao Banco Master.