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PF apura aquisição 'pulverizada' de ações do BRB por Vorcaro e ex-executivo da Reag; entenda

PF abre inquérito pra investigar suspeita de gestão fraudulenta no BRB A Polícia Federal investiga uma aquisição "pulverizada" — ou seja, fragmentada e d...

PF apura aquisição 'pulverizada' de ações do BRB por Vorcaro e ex-executivo da Reag; entenda
PF apura aquisição 'pulverizada' de ações do BRB por Vorcaro e ex-executivo da Reag; entenda (Foto: Reprodução)

PF abre inquérito pra investigar suspeita de gestão fraudulenta no BRB A Polícia Federal investiga uma aquisição "pulverizada" — ou seja, fragmentada e dificultada de rastreamento — de ações do Banco de Brasília (BRB) por empresários ligados ao Banco Master e à Reag Investimentos. Segundo a investigação, o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, o ex-sócio do Master Maurício Quadrado e o fundador e ex-executivo da Reag Investimentos João Carlos Mansur compraram ações do BRB como pessoas físicas, mas por meio de vários fundos e estruturas intermediárias, o que teria dificultado a identificação dos reais compradores. A PF apura por que as aquisições não foram feitas de forma direta, mais transparente e facilmente rastreável, e por que os compradores não informaram ao banco a condição de acionistas, descoberta apenas no curso das investigações. Não há crime no simples fato de comprar ações. O foco do inquérito é o modelo utilizado para a aquisição, que teria encoberto a identidade dos compradores. O Banco Master foi liquidado em outubro pelo Banco Central por não ter dinheiro suficiente para honrar seus compromissos com clientes e credores. Vorcaro chegou a ser preso pela PF em razão de investigações que apontam fraude financeira em operações do banco. Uma delas foi a venda para o BRB. A polícia apurou que o Master vendeu papéis podres (sem lastro) para o Banco de Brasília, no valor de R$ 12 bilhões. A gestão do BRB à época também é investigada. Na esteira das investigações, a Reag, de Mansur, também virou alvo da PF. A Reag teria atuado na estruturação e administração de fundos suspeitos de movimentar recursos de forma atípica, inflar resultados e ocultar riscos, com indícios de fraude e lavagem de dinheiro. Relatório foi enviado ao STF, BC e PF A descoberta das ações do BRB em posse de Vorcaro, Quadrado e Mansur constam de um relatório de auditoria externa iniciado em 2 de dezembro, a pedido da nova diretoria do BRB, que assumiu após a exoneração do então presidente do banco, Paulo Henrique Costa. O documento foi enviado nesta segunda-feira (2) pelo atual presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, ao gabinete do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal. O banco já havia encaminhado o relatório ao Banco Central do Brasil no dia anterior e à Polícia Federal na semana passada. Leia também: BRB diz que entregou à PF e ao BC relatório com 'achados relevantes' de auditoria Vídeo: em acareação, Vorcaro e ex-presidente do BRB se contradizem sobre origem das carteiras vendidos pelo Master Acionistas sem direito a voto De acordo com o relatório, Vorcaro, Quadrado e Mansur se tornaram acionistas sem relevância do BRB — categoria que não confere poder de voto, mas permite a detenção de até 5% das ações da instituição por investidor. A compra teria ocorrido na gestão anterior do BRB, comandada por Paulo Henrique Costa, afastado judicialmente da presidência do banco no mesmo dia da liquidação extrajudicial do Banco Master. Conexão com o caso Master Segundo a PF, os novos dados indicam coincidência entre pessoas e fundos envolvidos na compra das ações do BRB e os mesmos que participaram das operações suspeitas entre o BRB e o Banco Master entre 2024 e 2025. A apuração busca esclarecer se o modelo de aquisição de ações teve relação com essas operações e por que a informação sobre a participação acionária não veio à tona de forma espontânea. O que diz o BRB Em nota, o BRB afirmou que a auditoria encontrou “achados relevantes que constam da primeira etapa do relatório”. O banco declarou ainda que, “com o intuito de resguardar seus interesses, recuperar créditos e ativos e obter o ressarcimento de prejuízos causados por agentes relacionados à operação Compliance Zero, vem adotando inúmeras medidas institucionais, administrativas e extrajudiciais”.