PF tem indícios que Claudio Castro criou 'ambiente favorável' para os crimes da Refit
PF mira aliado de Ciro Nogueira no caso Refit O ex-governdor do Estado do Rio de Janeiro, Claudio Castro, entrou na mira da Polícia Federal na investigação d...
PF mira aliado de Ciro Nogueira no caso Refit O ex-governdor do Estado do Rio de Janeiro, Claudio Castro, entrou na mira da Polícia Federal na investigação da Refit, porque há indícios de que sua atuação contribuiu para a manutenção do esquema criminoso. Castro teria criado ambiente favorável para a continuidade de práticas de blindagem fiscal para beneficiar Ricardo Magro, maior devedor de impostos do país. O ex-governador do Rio de Janeiro Claudio Castro (PL) Fernando Frazão/Agência Brasil Durante sua gestão de Castro, foram adotadas medidas que beneficiaram diretamente o grupo, como a edição de regime especial de parcelamento de débitos tributários (LC n. 225/2025). Essa medida favoreceu empresas notoriamente devedoras contumazes e altamente endividadas. A Refit é a principal delas. Outra suspeita é a de que Magro tinha interferência nas escolhas de cargos dentro da estrutura da Secretaria de Fazenda, com substituição de servidores considerados mais rigorosos e indicação de nomes alinhados a Refit. Que na sua atuaçao beneficiavam o maior devedor de impostos do estado. Entre os alvos da operação de hoje estão: o ex- Secretário de Estado de Fazenda do Rio de Janeiro, Juliano Pasqual, e Adilson Zegur, subsecretário de Receita. Ambos citados em dialogos obtidos pela Polícia Federal (PF) em articulações com um auditor fiscal e um intermediário para favorecer a Refit Além disso, o governo estadual, por meio da Procuradoria-Geral do Estado (PGE-RJ), então chefiada por Renan Miguel Saad, atuou judicialmente para tentar viabilizar a retomada das atividades da refinaria após interdições administrativas. O que diz a defesa de Cláudio Castro A defesa do ex-governador do Rio Cláudio Castro afirmou nesta sexta-feira (15) que foi “surpreendida” com a operação da Polícia Federal que fez buscas em sua casa, na Barra da Tijuca, Zona Sudoeste do Rio, e disse que ainda não teve acesso ao conteúdo do pedido de busca e apreensão. Em nota, os advogados disseram que Castro está “à disposição da Justiça para dar todas as explicações” e afirmou que o ex-governador está “convicto de sua lisura”. Segundo a defesa, todos os procedimentos adotados durante a gestão seguiram “critérios técnicos e legais previstos na legislação vigente”, incluindo medidas relacionadas à política de incentivos fiscais do estado. Os advogados também afirmaram que a gestão de Castro foi “a única” a conseguir que a Refit pagasse dívidas com o estado. De acordo com a nota, foram garantidos pagamentos em parcelas que somam cerca de R$ 1 bilhão.