Presidente de autarquia do RJ é preso por corrupção; contratos irregulares somam R$ 86 milhões, diz MPRJ
Polícia Civil e MPRJ fazem operação contra corrupção no Instituto Rio Metrópole O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) iniciou nesta quinta-feira...
Polícia Civil e MPRJ fazem operação contra corrupção no Instituto Rio Metrópole O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) iniciou nesta quinta-feira (9) a Operação Ouroboros, contra um esquema de corrupção no Instituto Rio Metrópole (IRM), um órgão do governo do estado. Segundo as investigações, que começaram com uma auditoria determinada pela gestão do governador em exercício Ricardo Couto, a autarquia celebrou contratos ilegais de R$ 86 milhões. Parte desse dinheiro foi sacado por uma ex-fiscal do IRM, conhecida como a “Mulher da Mala” — que tinha até escolta para ir ao banco. Até a última atualização desta reportagem, 5 pessoas haviam sido presas — entre elas, Davi Perini Vermelho, o Didê, presidente do IRM, e Caroline Soares Barros, a “Mulher da Mala”. Mauricio Silva Knoploch dos Santos, pai do deputado estadual Alexandre Knoploch (PL), já é considerado foragido. Promotores saíram para cumprir, no total, 6 mandados de prisão e 9 de busca e apreensão. O Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal (Gaesf/MPRJ) denunciou 11 pessoas por organização criminosa, corrupção passiva, fraude de licitação e lavagem de dinheiro. Alvos Amanda Íthala Santos da Paschoa, presa: nora de Maurício Knoploch e gestora de contratos do IRM, depois da saída de Caroline; Caroline Soares Barros, a “Mulher da Mala”, presa: ex-fiscal do IRM e fundadora do Instituto Bio, empresa subcontratada da autarquia; Davi Perini Vermelho, o Didê, preso: presidente do IRM; Franquis Dias Nepomuceno, preso: delegado e diretor do IRM, apontado como dono da empresa de vigilância Rioforte; Marcelo Lopes da Silva, preso: procurador do estado e ex-procurador-geral do IRM; Mauricio Silva Knoploch dos Santos, foragido: pai do deputado estadual Alexandre Knoploch (PL) e diretor de Planejamento e Projetos do IRM. A TV Globo tenta contato com a defesa dos denunciados. Em nota, o governo do estado afirmou que a operação desta quarta-feira foi resultado de uma auditoria que identificou “indícios de irregularidades em contratos e deu origem às investigações”. “O relatório produzido pela auditoria foi encaminhado ao Ministério Público, que aprofundou a apuração e deflagrou a operação”, prosseguiu. “A atuação reforça o compromisso do governo do estado com a transparência, o controle dos recursos públicos e o combate à corrupção.” 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Davi Perini Vermelho, o Didê, presidente do Instituto Rio Metrópole Reprodução/TV Globo Entenda o esquema O Instituto Rio Metrópole foi criado em 2018 a fim de articular e monitorar o Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano Integrado da Região Metropolitana do Rio. A autarquia é vinculada à Secretaria Estadual de Governo. De acordo com as investigações, em licitações fraudulentas e direcionadas a partir de 2022, o IRM contratou a Engeconsult Consultores Técnicos e a R Peotta Engenharia e Consultoria. Em seguida, a Engeconsult e a R Peotta celebraram subcontratos fictícios com a Brazilian Institute of Organic — Instituto Bio, para depositar parte dos valores recebidos do IRM. Esse dinheiro era posteriormente sacado da conta do Instituto Bio, sob a escolta da Rioforte. Outra ponta do esquema eram os aditivos feitos nos contratos. Só em 2023, a Engeconsult recebeu um acréscimo de R$ 58 milhões.