Professores de escolas particulares de Teresina fazem paralisação por reajuste salarial
Professores de escolas particulares de Teresina fazem paralisação por reajuste salarial Jurandir Soares/Sinpro-PI Cerca de 50 professores da rede particular d...
Professores de escolas particulares de Teresina fazem paralisação por reajuste salarial Jurandir Soares/Sinpro-PI Cerca de 50 professores da rede particular de ensino de Teresina fizeram uma paralisação, na manhã desta segunda-feira (25), no cruzamento entre a Avenida Raul Lopes e a Avenida Jóquei Clube, na Zona Leste da capital. Eles pedem, entre outras demandas, por reajuste salarial acima da inflação e melhoria da gratificação por qualificação. O presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Piauí (Sinepe-PI), Leonardo Airton, afirmou ao g1 que as aulas estão acontecendo normalmente nas escolas particulares e que a entidade está em negociação com os professores. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp "Tivemos uma audiência no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) na quinta-feira (21) e, em concordância dos sindicatos, tanto patronal quanto o laboral, o processo foi suspenso por 30 dias para que as negociações continuem e possamos finalizar a nossa convenção de 2026/27", disse Leonardo. Agora no g1 Segundo o presidente do Sindicato dos Professores e Auxiliares da Administração Escolar do Piauí (Sinpro-PI), Jurandir Soares, o ato teve o objetivo de mobilizar a categoria para protestar contra as perdas salariais e a favor de condições dignas de trabalho. "Há uma sobrecarga extraclasse dos professores, principalmente no ensino infantil e fundamental, e uma defasagem salarial que acumula desde 2020. São perdas em torno de 5% para o ensino básico e 10% para o ensino superior", explicou o presidente. Jurandir afirmou que os professores estão em negociação com o Sinepe desde fevereiro, mas ainda não receberam uma contraproposta do sindicato das escolas. Uma nova conversa está marcada para 2 de junho. Outras reivindicações feitas pela categoria são a manutenção de um piso salarial e o retorno da bolsa de estudos de 100% para professores e auxiliares. "Temos em torno de 20 mil trabalhadores da educação na rede privada do Piauí. A gratificação para o mestrado e doutorado está altamente defasada, há adoecimento dos professores. Exigem qualificação, mas não contribuem para a valorização", completou Jurandir. VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube