Que países usam voto eletrônico além do Brasil?
TSE promove ações pelo país para explicar a segurança da urna eletrônica O uso de urnas eletrônicas não é exclusivo do Brasil. Pelo menos 20 países ado...
TSE promove ações pelo país para explicar a segurança da urna eletrônica O uso de urnas eletrônicas não é exclusivo do Brasil. Pelo menos 20 países adotam ou já utilizaram algum tipo de votação eletrônica, em diferentes escalas. O Brasil, no entanto, implementou essa tecnologia de forma mais abrangente do que muitos outros países. Em outubro, por meio das urnas eletrônicas, os eleitores brasileiros vão escolher senadores, deputados, governadores e o próximo presidente do país. Por exemplo, a Índia e os Estados Unidos usam urnas digitais, mas apenas em partes do território, porque nem todos os Estados americanos adotaram o voto eletrônico. Na Europa, países como Bélgica e França também utilizam esse sistema, mas em menor escala. Cada país, porém, adota um sistema diferente. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A urna eletrônica brasileira foi totalmente desenvolvida no país e é produzida em duas fábricas, localizadas em Ilhéus, na Bahia, e em Manaus, no Amazonas. Embora os chips sejam importados, eles são testados, programados e soldados à placa-mãe da urna no Brasil, sob a supervisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). De acordo com Julio Valente, secretário de Tecnologia da Informação do TSE, afirmar que a urna eletrônica não é eficaz por não ser amplamente utilizada em outros países é incorreto. "Cada país tem um sistema eleitoral que reflete sua cultura", explicou ele à BBC News Brasil em uma entrevista em 2022. O uso da urna eletrônica no Brasil, que começou em 1996, foi impulsionado pela alta incidência de fraudes com cédulas de papel. Havia práticas fraudulentas, como a manipulação de cédulas em branco para gerar votos. Alguns países que anteriormente utilizaram a votação eletrônica, como a Noruega, reverteram para as cédulas de papel. Contudo, no caso da Noruega, a votação não era realizada por urnas, mas pela internet. A decisão de voltar atrás ocorreu devido ao receio dos eleitores de que seus votos se tornassem públicos. Testes de votação eletrônica foram feitos em eleições locais e nacionais na Noruega em 2011 e 2013, com o objetivo de incentivar a participação dos jovens, mas sem sucesso. Após experimentar diferentes sistemas de votação eletrônica e realizar amplas consultas à população, o Tribunal Constitucional Federal da Alemanha decidiu, em 2009, manter o sistema manual de registro e contagem de votos, devido à falta de confiança do público nos sistemas eletrônicos testados. LEIA TAMBÉM Avião cai 90 metros durante turbulência em voo na Ásia, e passageiros ficam feridos 'Sicário': polícia prende argentino que ameaçava Milei de morte pelo TikTok Presidente do Irã diz que comunicação com o novo líder supremo está 'muito difícil' Urna eletrônica exibida em evento do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), no Rio Tânia Rêgo/Agência Brasil VÍDEOS: agora no g1 Agora no g1