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Relator publica novo parecer da PEC que possibilita ao Banco Central ter orçamento próprio

O senador Plínio Valério (PSDB-AM) publicou nesta quinta-feira (17) um novo relatório para uma proposta que garante autonomia orçamentária ao Banco Central...

Relator publica novo parecer da PEC que possibilita ao Banco Central ter orçamento próprio
Relator publica novo parecer da PEC que possibilita ao Banco Central ter orçamento próprio (Foto: Reprodução)

O senador Plínio Valério (PSDB-AM) publicou nesta quinta-feira (17) um novo relatório para uma proposta que garante autonomia orçamentária ao Banco Central (BC). Com a mudança, o BC não dependeria mais do orçamento da União. A proposta de emenda à Constituição (PEC) aguarda votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal desde novembro de 2023. Ainda não há data para votação do texto na CCJ. O BC é um autarquia com autonomia financeira, técnica e operacional para atuar no controle da inflação. Para evitar pressões políticas, os mandatos do presidente e dos diretores do órgão são de quatro anos, fixos, e não coincidem com o mandato do presidente da República, responsável pelas indicações. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Caso a PEC seja aprovada, o BC poderá escolher como administrar seus recursos, sem interferência do caixa do governo federal. O orçamento da autarquia também não precisaria respeitar as regras do arcabouço fiscal. Desta forma, o BC vai poder elaborar e executar os próprios recursos, o que inclui despesa com pessoal e investimentos. Essa peça orçamentária passaria pelo crivo prévio do Conselho Monetário Nacional (CMN) e, posteriormente, pela análise de uma comissão temática do Senado – como a de Assuntos Econômicos (CAE). Segundo a PEC, o limite das despesas do BC não vão poder superar o valor do ano anterior, corrigido pela inflação. Banco Central liquida mais uma instituição que pertencia ao Grupo Master Jornal Nacional/ Reprodução A proposta reforça que o banco não tem vinculação a qualquer ministério ou órgão da administração pública. A definição do BC na Constituição, de acordo com a PEC, será a seguinte: "O Banco Central é entidade pública de natureza especial com autonomia técnica, operacional, administrativa, orçamentária e financeira, integrante do setor público financeiro e dotada de poder de polícia, incluindo poderes de regulação, supervisão e resolução". O texto ainda explicita que é competência exclusiva do Banco Central a regulação e operação do Pix, com garantia da gratuidade do uso por pessoa física e prevenção de fraudes. Dados do BC revelam que, em 20 anos, de 2006 até este ano, o número de servidores do banco caiu de 5.072 para 3.311. O presidente do BC, Gabriel Galípolo, explicou, em uma comissão no Senado, no dia 8 de abril, que essa redução ocorreu por conta da aposentadoria de quase um quarto dos funcionários. "Hoje nós temos aproximadamente 3 mil servidores. Só para dar um exemplo, o Banco Central dos Estados Unidos, o Federal Reserve, tem 23 mil servidores. O Banco Central da Índia tem 13 mil servidores", afirmou. "A realidade é que o Brasil muitas vezes tem um servidor para acompanhar 30 instituições. Quando vem um banco central da Europa aqui, você tem 30 pessoas para cuidar de uma instituição, é o inverso", complementou. O relator, Plínio Valério, também salienta que o número de servidores da autarquia não vem acompanhando o ganho de novas atribuições ao longo dos últimos anos. "Outra fragilidade que a gente encontra é exatamente nessa questão do numero de servidores, a diretoria que cuida que fiscaliza o mercado financeiro há 10 anos fiscalizava 300 empresas, com o dobro de funcionários que, hoje, fiscalizam 3 mil empresas", disse o senador.