Secretário do Exército dos EUA deve deixar o cargo até o fim do ano, diz jornal
O Secretário do Exército, Dan Driscoll, presta depoimento durante uma audiência no Senado americano em maio de 2026. Nathan Posner/Reuters O secretário do E...
O Secretário do Exército, Dan Driscoll, presta depoimento durante uma audiência no Senado americano em maio de 2026. Nathan Posner/Reuters O secretário do Exército dos EUA, Dan Driscoll, deve deixar o cargo até o fim do ano — ou até mesmo antes disso, segundo reportagem publicada nesta sexta-feira (21) pelo do jornal The Wall Street Journal. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Driscoll tem entrado em atritos frequentes com o secretário da Guerra de Donald Trump, Pete Hegseth, desde que este assumiu o cargo, em janeiro de 2025, segundo a imprensa americana. A tensão entre Driscoll e Hegseth teria culminado na demissão do chefe do Estado-Maior do Exército, general Randy George, em abril. Driscoll e George eram parceiros próximos, segundo o "WSJ", e desenvolviam juntos projetos de renovação tecnológica no Exército. Eles também viajaram juntos para a Ucrânia antes da demissão de George. Agora no g1 A remoção do general foi motivo de críticas a Hegseth entre deputados e senadores de seu próprio partido, o republicanos. Hegseth x liderança militar O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, fala durante uma declaração à imprensa ao chegar para uma reunião de ministros da defesa da OTAN na sede da organização em Bruxelas, quinta-feira, 18 de junho de 2026. AP Photo/Virginia Mayo Hegseth chegou a servir no Exército dos EUA e atuou no Iraque e no Afeganistão, mas fez sua carreira como âncora do canal de TV conservador Fox News antes de ser indicado como secretário do governo Trump. Sua chegada na chefia do Pentágono foi vista com desconfiança pela liderança militar dos EUA, composta por funcionários de carreira. No primeiro semestre de 2026, o secretário passou a promover uma "limpa" na alta cúpula das Forças Armadas. Uma reformulação militar ampla é incomum na história do país, ainda mais em momentos de conflito aberto, como a guerra contra o Irã.