STF suspende decisão que obrigava Prefeitura de Teresina a executar nove emendas parlamentares
STF suspende decisão que obrigava Prefeitura de Teresina a executar emendas parlamentares Reprodução O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro...
STF suspende decisão que obrigava Prefeitura de Teresina a executar emendas parlamentares Reprodução O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, suspendeu, na quarta-feira (16), uma decisão do Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI) que obrigava a Prefeitura de Teresina a executar nove emendas parlamentares individuais previstas na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2025. A decisão do TJ-PI determinava que o município incluísse os gastos no orçamento de 2026 ou abrisse crédito especial para viabilizar a execução dos recursos no prazo de 30 dias. Em caso de descumprimento, estava prevista multa diária de R$ 1 mil, limitada a R$ 60 mil. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp Em nota, a Prefeitura de Teresina classificou a decisão do STF como uma vitória judicial e afirmou que a medida preserva recursos públicos considerados essenciais para a administração municipal. Leia a nota na íntegra. Segundo a gestão, o cumprimento da determinação do TJ-PI poderia comprometer despesas já programadas para áreas como saúde, educação e infraestrutura, além de gerar um passivo orçamentário de cerca de R$ 2,8 milhões. Agora no g1 Entenda o caso O caso teve início após o ex-vereador Vinício Ferreira entrar na Justiça para pedir a execução de nove emendas parlamentares de sua autoria, aprovadas no orçamento de 2025. O pedido foi negado em primeira instância. Após recorrer, o ex-vereador obteve uma decisão favorável no TJ-PI, que determinou que a Prefeitura de Teresina adotasse as medidas necessárias para viabilizar a execução dos recursos. A Prefeitura de Teresina recorreu ao STF, alegando que a medida poderia prejudicar as contas públicas. Ao analisar o caso, Fachin destacou que as despesas relacionadas às nove emendas não foram empenhadas em 2025 nem registradas como restos a pagar. Segundo o ministro, obrigar a execução desses recursos neste momento poderia alterar o planejamento orçamentário em vigor e afetar verbas destinadas a outras políticas públicas. Fachin afirmou que as emendas parlamentares individuais devem ser executadas, mas precisam seguir as regras do orçamento público. O ministro também considerou curto o prazo de 30 dias estabelecido pelo TJ-PI e avaliou que a multa poderia ampliar os impactos financeiros para o município. Diante disso, o ministro suspendeu a decisão do Tribunal de Justiça do Piauí. Leia a nota da Prefeitura de Teresina na íntegra A Procuradoria Geral do Município de Teresina (PGM) informa que, através de pedido de Suspensão de Segurança, obteve nova vitória perante o Supremo Tribunal Federal (STF), assegurando a preservação de recursos públicos essenciais à administração municipal. Em decisão proferida em 16 de setembro de 2026, o ministro presidente Edson Fachin deferiu pedido formulado pelo Município de Teresina, sustando os efeitos de acórdão do Tribunal de Justiça do Piauí que determinava a execução, ainda em 2026, de nove emendas parlamentares individuais previstas na Lei Orçamentária de 2025, aprovada em 2024, e não empenhadas naquele exercício. A atuação da PGM demonstrou ao STF que o cumprimento da ordem exigiria a anulação de despesas já programadas para 2026, com risco direto a políticas públicas de saúde, educação e infraestrutura, já que as dotações originais se extinguiram ao final de 2025. O STF reconheceu grave lesão à economia pública, evitando a criação de um passivo orçamentário retroativo de R$ 2,8 milhões fora da previsão da Lei Orçamentária e da Lei de Diretrizes Orçamentárias vigentes. Com a decisão, o Município mantém a integralidade do planejamento orçamentário de 2026, garantindo segurança jurídica e a continuidade regular dos serviços públicos essenciais à população de Teresina. *Juliana Cristina, estagiária sob supervisão de Lucas Marreiros. VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube
Fonte da Reprodução:
https://g1.globo.com/pi/piaui/noticia/2026/09/17/stf-suspende-decisao.ghtml