Suspeitos fazem reféns durante assalto e iniciam live após serem cercados no TO: 'Atira não, polícia'
Suspeitos fazem live durante assalto para se entregar à polícia no interior do Tocantins Um assalto com reféns mobilizou equipes da Guarda Municipal de Aragu...
Suspeitos fazem live durante assalto para se entregar à polícia no interior do Tocantins Um assalto com reféns mobilizou equipes da Guarda Municipal de Araguaína (GMA) e da Polícia Militar na tarde desta sábado (16), em Araguaína, na região norte do Estado. Dois homens armados invadiram uma loja de celulares, renderam quem estava no local e, com a chegada da polícia, iniciaram uma live na rede social da própria loja para negociar a rendição. Um dos suspeitos chegou a utilizar uma mulher como escudo humano enquanto gritava para os agentes: "Atira não, polícia". O proprietário da loja, que preferiu não ser identificado, contou ao g1 que foi um dos reféns e confirmou que a live foi feita no perfil da loja. Ele atua no comércio há seis anos e relatou os momentos de tensão. "Eu estava atendendo dois clientes, um dos meus funcionários em uma mesa e eu em outra. Quando o pessoal chegou abordando, a gente achou que era uma brincadeira. Nunca passamos por isso. Já chegaram mandando a gente deitar no chão e colocaram presilhas nas nossas mãos", descreveu. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp Segundo o empresário, os criminosos demonstraram conhecer a rotina do local e tinham alvos específicos. "Ele sabia do meu carro e já foi falando: 'Eu quero a chave do teu carro porque eu sei que lá tem telefone'. Eles queriam aparelhos lacrados, porque não tem como rastrear. Estavam com medo de levar os seminovos", contou a testemunha. Segundo o relato, apesar de não levarem os celulares da loja inicialmente, os suspeitos roubaram pertences pessoais das vítimas, incluindo dinheiro, e joias avaliadas em mais de R$ 20 mil. Os reféns foram deixados em uma área de escritório enquanto o roubo acontecia. Os suspeitos não tiveram os nomes divulgados e o g1 não conseguiu contato com a defesa deles. LEIA TAMBÉM: Motociclista é resgatada no teto de carro após acidente de trânsito no TO; VÍDEO Influenciadora suspeita de movimentar R$ 20 milhões fez post sobre dívidas antes de ação da polícia: 'Vivendo perigosamente' Chacina no TO: 23 policiais militares presos por suspeita de envolvimento se tornam réus Criminosos obrigaram gerente de loja em Araguaína a transmitir ação ao vivo pelas redes sociais após cerco da Guarda Municipal Reprodução/Fatos e Notícias A polícia foi acionada por um cliente que estava do lado de fora com um bebê e percebeu a movimentação. A Guarda Municipal chegou ao local em menos de cinco minutos e iniciou o cerco. "Quando eles viram a Guarda Municipal, falaram: 'A casa caiu, preciso de dois reféns'. Um deles ordenou: 'Pega o celular da loja e entra em live agora'", lembrou o empresário. O gerente da loja foi desamarrado e obrigado a iniciar a transmissão ao vivo enquanto era segurado pelos criminosos. "Ele [o suspeito] fez o gerente entrar na live, segurou ele e falou para ir até a porta. Enquanto isso, o outro, que era mais agressivo, me segurava enforcando com a arma na minha cintura e na cabeça", detalhou. Rendição e prisão Segundo informações da Guarda Municipal de Araguaína, ao chegar no local, foi realizado um cerco à loja. Com os suspeitos gritando que haviam reféns no local, iniciaram a negociação para a rendição. A Polícia Militar também chegou ao local. Ainda conforme os relatos da testemunha, um dos assaltantes exigia que a polícia não disparasse. "Um deles gritava: 'Não atira, não atira que é pior'. Ele deixou a arma em cima da mesa e me soltou. Na hora que ele me soltou, a polícia pegou um deles e logo em seguida entraram e pegaram o outro", explicou o dono da loja. A Guarda Municipal informou que ninguém se feriu e os bens foram recuperados. Os dois suspeitos, segundo a guarda, possuem passagens por crimes anteriores e foram conduzidos à Delegacia de Polícia. O g1 solicitou informações para a Secretaria de Segurança Pública (SSP) a respeito do caso, mas não houve retorno até a última atualização desta reportagem. Abalado, o proprietário da loja desabafa: "Eu não sei nem explicar [como se sente], estou até agora abalado. A gente não sabe como vai ser a segunda-feira, se vamos dar conta de entrar para trabalhar." Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.