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Trump diz estar reavaliando posição dos EUA sobre as Malvinas

Trump diz estar reavaliando posição dos EUA sobre Malvinas O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que está reavaliando a posição oficial dos E...

Trump diz estar reavaliando posição dos EUA sobre as Malvinas
Trump diz estar reavaliando posição dos EUA sobre as Malvinas (Foto: Reprodução)

Trump diz estar reavaliando posição dos EUA sobre Malvinas O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que está reavaliando a posição oficial dos Estados Unidos em relação às Ilhas Malvinas, um remoto arquipélago sob domínio britânico no Atlântico Sul. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp “Eu sempre reavalio todas as posições [oficiais], e essa é apenas uma entre muitas. (...) O [governo do] Reino Unido tem alguns problemas, mas eles os resolverão”, disse Trump a repórteres durante coletiva de imprensa na segunda (31) no Salão Oval quando questionado sobre a soberania das ilhas, chamadas de Malvinas pelos argentinos e  de Falkland pelos britânicos. Trump, no entanto, não deu mais detalhes sobre se a reavaliação alteraria a posição oficial dos EUA em relação à soberania das ilhas. O país mantém uma posição de neutralidade sobre o assunto, e o governo norte-americano tem evitado tomar partido em declarações públicas nas últimas décadas. A Argentina reivindica a soberania sobre as ilhas desde o final da guerra das Malvinas, na década de 1980, que terminou com vitória britânica. O atual presidente argentino, Javier Milei, um aliado de Trump, reacendeu a polêmica nos últimos anos ao acusar o Reino Unido na ONU de ocupar ilegalmente o local e dizer que pediria negociações com Londres para tentar reverter a atual situação. Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e presidente da Argentina, Javier Milei, durante encontro na Casa Branca. Jonathan Ernst/Reuters Uma possível mudança na posição dos EUA foi incluída entre uma série de opções consideradas pelo Pentágono no início deste ano para pressionar aliados da Otan para apoiar os EUA na guerra contra o Irã. Desde que retornou à Casa Branca, em janeiro de 2025, Trump também se distanciou do governo do Reino Unido, que é um aliado histórico dos EUA. Após a fala de Trump, o ministro da Defesa, John Healey, rechaçou qualquer questionamento sobre a soberania britânica das Malvinas. “A posição do Reino Unido sobre as Ilhas Falkland [nomenclatura britânica dada ao território] é antiga e inabalável: elas são e continuarão sendo um Território Britânico Ultramarino, de acordo com os desejos dos habitantes das Falkland”, afirmou. Argentina e Inglaterra disputam soberania das Malvinas Prisioneiro argentino tem os olhos vendados pelos britânicos durante a Guerra das Malvinas Tom Smith/AP Um dos principais motivos pelos quais a Argentina reivindica a posse é a proximidade: as ilhas ficam a cerca de 600 quilômetros de distância da costa da Patagônia e cerca de 13 mil quilômetros do Reino Unido. Os argentinos argumentam que quem primeiro ocupou as ilhas foram os espanhóis que governavam o Vice-Reino do Rio da Prata – a região que, em 1810, se tornou independente da metrópole da Espanha para virar a Argentina. Na década de 1820, já independente da Espanha, a Argentina enviou autoridades para tomar posse das ilhas. Em 1829, nomeou um governador para as Malvinas. Quatro anos mais tarde, em 1833, os ingleses expulsaram as autoridades argentinas das ilhas. Quase 150 anos depois, em abril de 1982, sob a ditadura, os argentinos lançaram a Operação Rosário, ou seja, a tentativa de recuperar as ilhas com forças militares. Esse foi o começo da Guerra das Malvinas. O Reino Unido afirma, no entanto, que sua reivindicação é de 1765, anterior à década de 1820, e que enviou um navio de guerra para as ilhas em 1833 para expulsar as forças argentinas que tinham tentado tomar posse das ilhas. Navio General Belgrano, da Argentina, no momento em que foi afundado pelos ingleses, em 1982 AP Em 1982, a Argentina invadiu as ilhas. Começou a guerra, que foi vencida pelos ingleses dois meses depois. No total, morreram: 649 soldados argentinos; 255 soldados britânicos; 3 moradores da ilha; Anos depois da guerra, em 2013, os moradores das Malvinas votaram em um plebiscito para decidir o destino da ilha, e optaram por permanecer como um território ultramarino do Reino Unido.